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No segundo dia de greve petroleiros de Guamaré paralisam atividades

02 de agosto de 2016 às 15:46

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Foto: Fafá Viana

No segundo dia da greve dos petroleiros, o epicentro do movimento no Rio Grande do Norte deslocou-se para o município de Guamaré. Naquela localidade, os trabalhadores lotados no Polo Industrial e nas plataformas marítimas já haviam aderido à paralisação com a suspensão da emissão de Permissões de Trabalho – PTs, desde a zero hora de ontem, 1º de agosto.

Nesta terça-feira, porém, a partir das 5h00, os trabalhadores do Polo Industrial decidiram paralisar as atividades e deslocaram-se para a frente da instalações da Petrobrás, onde participaram de um Ato Público. Além de Unidades de Tratamento e Processamento de Fluidos e do Terminal da Transpetro, o Polo Guamaré sedia a Refinaria Potiguar Clara Camarão.

No primeiro dia de greve, os protestos mais intensos foram realizados pelos petroleiros do Canto Amaro, um dos maiores campos terrestres de produção de petróleo do país. A partir das 5h00, os trabalhadores paralisaram as atividades e ficaram reunidos em frente ao OP-CAM, até às 11h, quando decidiram retornar a Mossoró em transporte disponibilizado pelo Sindicato.

Durante a paralisação, por ampla maioria, os trabalhadores do OP-CAM decidiram suspender a emissão de PT/PTT's nos cinco dias de greve; manter o Estado de Assembleia Permanente; e participar do Ato Público em frente à Base-34, em data a ser informada pela Diretoria do Sindicato, em momento oportuno.

Mobilizada em diversos estados, a categoria petroleira protesta contra a decisão da Petrobrás de colocar à venda 104 concessões de exploração e produção, com reservas a estimadas em 257 milhões de barris de óleo equivalente (boe). No Rio Grande do Norte, a companhia pretende alienar 38 concessões, sendo 34 no Polo Riacho da Forquilha e 4 no Polo Macau, com uma estimativa de reservas de 49 milhões de boe.

Além dos petroleiros e das petroleiras dos estados afetados com a venda (Rio Grande do Norte, Ceará, Sergipe, Bahia e Espírito Santo), trabalhadores próprios e terceirizados da REMAM e da BR Distribuidora, em Manaus, e da REPLAN, em São Paulo, paralisaram atividades desde ontem. Em todo o Brasil, as paralisações e protestos contra a alienação de ativos da Petrobrás já contam com a mobilização de nove bases de sindicatos de petroleiros.

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