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Vazamento

Novo incidente expõe fragilidade da segurança em Guamaré

Petrobrás demonstra estar mais preocupada com o abafamento dos casos

12 de setembro de 2013 às 13:18

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Foto: Graziella Sousa

Pode até parecer que você já tenha lido esta notícia. Mas não leu! Nesta quinta-feira, 12, trabalhadores do Polo Guamaré denunciaram um novo vazamento, que teria ocorrido na segunda-feira, 9. Desta feita, de Resíduo Atmosférico – RAT, novamente na Planta de QAV. A unidade voltou a operar com vários equipamentos desgastados pelo último incêndio, além de sujeira e fuligem nas linhas, e vários “bypass” na matriz. Neste vazamento, apesar do alarme não ter sido acionado, foi necessária a evacuação imediata da área diante da possibilidade de agravamento da situação. No Bom Dia SMS, entretanto, nenhuma discussão sobre o assunto.

 

O último incidente ocorreu dois dias depois do vazamento de Gás no FT – 25002 (Filtro de Gás da Unidade de Tratamento de Gás de alta), que fez uma vítima. Segundo informações obtidas pelo Sindicato, durante este episódio, um brigadista passou mal ao inalar o fluido depois de tentar fechar uma válvula. Levado à enfermaria, vomitando, o trabalhador foi medicado e voltou à atividade no mesmo dia.

 

Pouco antes, em 28 de agosto, a Planta de QAV sofreu um incêndio. O fato foi publicado em primeira-mão no sítio do Sindicato, mas a Petrobrás só admitiu o acidente 40 horas depois da ocorrência, em um lacônico comunicado de quatro linhas. Nele, a preocupação em evitar a palavra “incêndio”, substituída por “perda de contenção seguida de fogo”, só não foi maior que a necessidade de tranquilizar os mercados, informando-os de que não haveria “risco de desabastecimento”.

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