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Serviços Compartilhados

Novo padrão para apresentação de licença médica é pura burocracia

Com mentalidade tecnocrática e absolutista, novo procedimento precisa ser revisto

05 de junho de 2014 às 14:45

No papel, em comunicado datado de 27 de maio, a justificativa é “otimizar o tempo de espera dos atendimentos e atender (sic) aos nossos clientes com maior conforto”. Na prática, no entanto, o novo procedimento para apresentação de licença médica na Petrobrás é um verdadeiro transtorno. Expressão de uma mentalidade tecnocrática e absolutista, o padrão recentemente imposto pelos Serviços Compartilhados não passa de uma pérola burocrática. Se não, vejamos...

A partir de 1º de junho, data em que o novo procedimento passou a ser adotado, o trabalhador ou trabalhadora – adoecido – precisará se deslocar até um terminal da Petrobrás para criar uma Requisição de Serviços Médicos Eletrônica (RSME). Em seguida, deverá submetê-la à aprovação de seu gerente, e, depois, terá que se dirigir ao serviço de saúde da empresa, nos horários exclusivos das 8h00 às 9h00 ou das 14h00 às 15h00, para submeter-se a uma avaliação clínica presencial.

Pronto! Viu? Simples, rápido, consistente, uma belezura! Mas... Espera aí! Deslocar-se até um terminal...? Uma hora de atendimento pela manhã e outra à tarde...? Digamos, em uma situação hipotética, que uma trabalhadora teve um parto prematuro, e que tenha contraído uma infecção, estando presa ao leito do hospital. Como ela deverá agir?

E mais! Qual a competência de um gerente para aceitar ou não a requisição de serviços médicos apresentada pelo trabalhador? A empresa e o setor de saúde estão aparelhados para receber o trabalhador adoecido ou convalescente? O médico que realizará a avaliação clínica presencial tem autoridade e competência superiores ao que emitiu o atestado?

Francamente. O novo procedimento adotado pelos Serviços Compartilhados para apresentação de licença médica precisa ser urgentemente revisto. Dizer que o modelo “otimiza o tempo de espera pelo atendimento” e que propicia “maior conforto” aos “clientes” soa como piada de mau gosto.

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