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Oposição se recusa a negociar com grupo de Mubarak enquanto ele continuar no poder

03 de fevereiro de 2011 às 15:33

A oposição avisou nesta quinta-feira (3) que se recusa a negociar com o grupo do presidente do Egito, Hosni Mubarak, enquanto ele se mantiver no poder. A mensagem foi transmitida por um dos porta-vozes oposicionistas, Mohammed Aboul Ghar. Nesta manhã, a imprensa estatal informou que o vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, iniciou um diálogo com partidos políticos e forças nacionais. Também o primeiro-ministro, Ahmad Chafic, falou em reuniões entre membros do governo e representantes da oposição, para “encontrar uma solução para a atual situação”.

Porém, a informação foi rebatida por vários setores da oposição. O grupo Coligação Nacional Para a Mudança, liderada pelo Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, é um dos segmentos que se manifestaram. “A nossa decisão é clara: não há negociações com o governo até a saída de Mubarak. A partir daí, estaremos dispostos a negociar com Suleiman”, disse Aboul Ghar.

A França, a Alemanha, o Reino Unido, a Itália e a Espanha exigiram hoje que o processo de transição no Egito comece imediatamente e condenaram todos aqueles que usam ou encorajam a violência. Houve uma declaração conjunta dos líderes políticos desses países – o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, os primeiros-ministros italiano, Silvio Berlusconi, britânico, David Cameron, e espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero.

“Os egípcios devem poder exercer livremente e pacificamente o direito de manifestação e de se beneficiar da proteção das forças de segurança. As agressões contra os jornalistas são totalmente inaceitáveis”, diz a nota conjunta dos europeus.

“Condenamos todos aqueles que usam ou encorajam a violência, que só agravará a crise política que vive o Egito. Só uma transição rápida e ordenada para um governo de representação alargada permitirá ultrapassar os desafios que se colocam ao Egito atualmente. Esse processo de transição deve começar a partir de agora”, acrescentam os líderes políticos.

Agência Brasil

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