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Papel da Petrobras fica perto do menor preço da história

20 de julho de 2011 às 10:39

As ações preferenciais da Petrobras estão bem próximas do piso do papel, conquistado em novembro de 2008 por conta da crise financeira internacional, quando o preço chegou a R$ 16,75. Hoje, negociada a R$ 22,77 na venda, a ação amarga uma desvalorização de 15,14% em 2011. Nos últimos 12 meses a queda é de 7,37%. O papel da Petrobras segue o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa). Nos mesmos intervalos, o indicador vem registrando retração de 14,99% no ano e de 12,71% nos últimos doze meses. "Não tem muita diferença entre o desempenho da ação da Petrobras e o do Ibovespa", explica Luiz Broad, analista da Ágora Corretora.

Para Leandro Ruschel, consultor da Leandro&Stormer, o mercado em geral teve um desempenho desfavorável até o momento em 2011. "O mercado vem passando por um período muito difícil, com a economia mundial bem prejudicada", afirma ele. Em seu comentário semanal sobre a economia global, Bob Doll, vice-presidente da BlackRock, maior gestora global de fundos, com mais de US$ 3 trilhões, lembra que o mundo ainda está saindo do período de crise. "Enquanto nós continuamos convencidos de que a economia está em um modo de recuperação, é importante lembrar que as recuperações que ocorrem na sequência de crises financeiras tendem a ser irregulares e lentas. A recuperação atual não é exceção", destaca Doll.

Os especialistas não se mostraram muito otimistas com a retomada do mercado mundial no curto prazo, ou seja, se o papel da Petrobras realmente acompanha o mercado, a queda deve ser ainda maior. "O investidor não está com apetite para risco. Não temos recomendado a compra das ações da Petrobras, apenas recomendamos que os investidores mantenham suas posições", acrescenta o analista da Ágora. Ruschel vai mais além e acredita que boa parte deste desempenho vem da época da capitalização da companhia, ocorrida no ano passado, quando a Petrobras levantou cerca de R$ 120 bilhões com a emissão de novas ações. "Desde o aumento de capital da empresa as ações passaram a ter um desempenho negativo", diz.

O consultor da Leandro&Stormer afirma ainda que "a capitalização da Petrobras foi um equívoco, pois não priorizou o investidor minoritário e ainda elevou a participação do governo na companhia", explica Ruschel, que diz também que não fez nenhuma projeção para o preço da ação da Petrobras, mas que entende que o piso não pode ser inferior ao valor da crise financeira (R$ 16,75). Por fim, Ruschel afirma que depois de elevar sua participação na petrolífera o governo vem utilizando a companhia para tentar conter a inflação, pois tem o poder de precificar o valor do combustível. "Estão utilizando a empresa como ferramenta política", finaliza o consultor.

Petróleo

Ontem, os preços do petróleo caíram no mercado, depois de a preocupação com a crise financeira da dívida europeia levar a uma alta do dólar comercial frente ao euro. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos negociados de petróleo para agosto deste ano chegaram a cair à mínima de US$ 94,69 por barril. "O foco voltou a ser a Europa, e as pessoas, em busca de 'refúgio seguro', estão correndo ao dólar", disse o analista Phil Flynn, da PFG Best. Altas do dólar normalmente pressionam os preços do petróleo para baixo, porque ele fica mais caro para compradores que usam outras moedas.

Tony Rosado, da GA Global Markets, crê que a crise ainda pode piorar. "Não há dúvida de que o petróleo caiu porque os investidores apostam que a piora da crise europeia poderá causar uma queda da demanda por combustíveis", diz o especialista da GA Global Markets. Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para agosto fecharam a US$ 95,93 por barril, em queda de US$ 1,31, correspondendo com uma retração de 1,35%. Na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo tipo Brent para setembro deste ano encerraram negociados a US$ 116,05 por barril, em queda de US$ 1,21, ou seja, com desvalorização de 1,03%.

Fonte: DCI, Finanças

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