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Pela internet as pessoas documentam a própria informação, diz criador do 'Falha'

21 de junho de 2011 às 10:34

Instituições muito antigas têm dificuldade para entender e reagir aos novos tempos da comunicação, enquanto a internet possibilita espaço para todo mundo, avalia o jornalista Lino Bochini, um dos autores do blog "Falha de S.Paulo", que foi censurado e processado em 2010 por fazer sátira com o nome de um grande jornal. Lino, que voltou ao ar com outro blog, o "Desculpe a Nossa Falha", participou do 2º Encontro de Blogueiros Progressistas – realizado no sábado e domingo (18 e 19), no qual debateu o tema "Perseguição e censura contra a blogosfera".

O jornalista acredita que a internet possibilita que todas as pessoas "documentem" o que está acontecendo, sem precisar recorrer a intermediários, pois o próprio internauta pode ir diretamente à fonte. "Se você suspeita de alguma coisa que a mídia tradicional esteja falando, você vai direto no agente envolvido. É isso que a internet possibilita", destaca.

"E quem não compreender isso, vai perder muito", acrescenta Lino, lembrando também da dificuldade de instituições antigas em reagir e compreender as novas ferramentas, principalmente as virtuais.

Lino Bochini dá o próprio exemplo dessa incompreensão. O blog criado por ele foi processado e censurado pelo jornal Folha de S. Paulo. "Apesar de se acharem o jornal do futuro, eles não conseguem compreender que não existe mais essa coisa verticalizada", diz.

Mobilização espontânea

Para o autor do "Falha", a questão do termo blogosfera, hoje em dia, é traduzida num ambiente muito mais amplo. Com a expansão de ferramentas como Twitter e Facebook, cria-se uma nova rede de informação "baseada na coletividade e na descentralização como contraponto", define o jornalista.

"Os blogues não têm que agir de forma coordenada. As manifestações de rua que saíram da internet, como a Marcha da Liberdade, o Churrascão da Gente Diferenciada (em São Paulo), tudo isso só foi interessante porque não tinha liderança e não era nada centralizado, era tudo espontâneo. E esse é o valor."

Fonte: Rede Brasil Atual

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