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Petição judicial libera pagamento de parte dos salários em atraso dos trabalhadores da ETX

Assembleia nesta quinta-feira, 21, analisará nova proposta e poderá suspender greve

20 de novembro de 2013 às 13:46

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Foto: Deivson Mendes

A Petrobrás será a responsável pela folha de pagamento do mês de outubro, além dos encargos de INSS e FGTS dos trabalhadores da ETX.  A empresa já foi notificada e tem até o final da semana para repassar os dados bancários dos funcionários à Petrobrás. A decisão foi tomada em audiência pública realizada na última quinta-feira, 14, no Ministério Público, em Mossoró.

A categoria não está satisfeita com a decisão, visto que a greve não é só por salários, mas sim pelo cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho firmado. Para tanto, os trabalhadores reivindicam a prestação de contas do 13ª salário, férias dobradas, tíquete alimentação, plano de saúde e a garantia de que os participantes da greve não sofrerão assédio moral, até a aprovação de um novo acordo.

Em assembleia realizada na última segunda-feira, 18, o advogado do SINDIPETRO-RN, Mário Jácome, informou que já entrou com uma nova petição para garantir os demais benefícios junto à Justiça a fim de que os trabalhadores não sejam prejudicados com decisão emitida pelo juiz. O advogado também esclareceu aos trabalhadores eventualmente interessados que os pedidos de rescisão indireta podem ser cancelados por quem o desejar, e a volta aos cargos de origem pode ser negociada com a empresa no momento da avaliação da nova proposta.

Na próxima quinta-feira, 21, pela manhã, os diretores do SINDIPETRO–RN irão se reunir com os gerentes da ETX para negociar o pagamento dos meses de setembro e novembro e o prazo para o pagamento dos demais benefícios. No período da tarde será realizada uma assembleia para apresentação da nova proposta aos trabalhadores e para que os mesmos decidam sobre o retorno aos postos de trabalho.

Para o secretário geral do SINDIPETRO-RN, Márcio Dias, a reunião com a terceirizada será importante para decidir sobre o fim da greve, mas o sindicalista garante que a decisão final é dos trabalhadores e ainda desabafa: “estamos cansados de promessas não cumpridas, queremos uma proposta mais concreta e legítima!”.

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