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Novos atores e velhas práticas

Petrobrás fala na próxima segunda-feira sobre cárcere privado em Guamaré

Gerências proibiram saída das instalações após o cumprimento da jornada e ameaçam com punições

18 de abril de 2013 às 15:15

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Foto: Arquivo

Na próxima segunda-feira, 22, a diretoria do SINDIPETRO-RN reúne-se com gerências locais da Petrobrás para tratar da adoção do cárcere privado como regime de trabalho no Polo Guamaré. O encontro foi agendado em decorrência da indignação generalizada e da pressão exercida pelos trabalhadores que, nos últimos dias, chegaram a promover atraso no embarque e suspensão da emissão de Permissões de Trabalho.

Desde o início da semana, trabalhadores da RPCC e da UTPF estão proibidos de saírem das instalações, após o cumprimento de suas jornadas, por qualquer motivo, sob pena de serem punidos. No entanto, quando questionados sobre a legalidade da medida, alguns gerentes se mostram inseguros. Primeiro, afirmaram que o adicional de confinamento não permite que as pessoas saiam após o expediente. Depois, diante das mobilizações, voltaram atrás, dizendo que a determinação teria sido um erro de interpretação.

Por último, dizendo estar baseada em Parecer do Setor Jurídico da Petrobrás, mas sem apresentá-lo, a Gerência de Recursos Humanos vai ao Polo e decreta a proibição, afirmando que, em caso descumprimento, cabe punição.

Retrocesso – Não bastassem os conflitos em decorrência do trabalho excessivo, do alto número de horas-extras, da falta de critérios para promoções, avanço de nível e oportunidades, os trabalhadores do Polo agora têm cerceado o direito de ir e vir. Não custa lembrar que nos anos 90 a Gerência da Petrobrás foi desautorizada a utilizar a modalidade de cárcere privado como regime de trabalho. Por que será que em tempos de PROCOP a Empresa volta a empregar as velhas práticas?

Assembleia – A fim de avaliar o resultado da reunião com a Petrobrás e, eventualmente, decidir sobre o encaminhamento da luta, a diretoria do Sindicato realizará uma assembleia com os trabalhadores e trabalhadoras do Polo Guamaré, nesta segunda-feira, 22, no final da tarde. A categoria não aceita retrocessos e se manterá mobilizada

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