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É luta!

Petrobrás joga pesado, mas trabalhadores da Empercom permanecem em greve

Movimento entra no quarto dia e só será suspenso com a quitação de todas as dívidas

11 de abril de 2014 às 15:40

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Foto: SINDIPETRO-RN

A Petrobrás conseguiu na Justiça o deferimento de um Mandado de Manutenção de Posse contra a greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Empercom. Entregue no início da tarde desta sexta-feira, 11, o interdito proibitório estabelece uma multa diária de R$ 5 mil ao SINDIPETRO-RN e ao SINDIMETAL, caso essas entidades desrespeitem a determinação.

Momento em que o Secrtetário Geral, Márcio Dias, recebeu o documento do oficial de justiça

Com a decisão judicial, o SINDIPETRO-RN foi obrigado a retirar do local a estrutura que dava suporte à atividade de paralisação. Reivindicando o pagamento de salários e benefícios em atraso, o movimento avança pelo quarto dia, com uma forte concentração na entrada da Base-34, em Mossoró. 

Revolta – Além da utilização do criticado Interdito Proibitório, instrumento cada vez mais questionado pela comunidade jurídica por seu emprego em um conflito marcadamente trabalhista, causa revolta a preocupação da Petrobrás em coibir um movimento legítimo, ao invés de, como contratante da terceirizada, posicionar-se em defesa do cumprimento dos direitos dos trabalhadores.


Para o secretário-geral do SINDIPETRO-RN, Márcio Dias, a atitude da Petrobrás é autoritária e incoerente. Isto, porque, quando se trata de impor medidas judiciais às empresas terceirizadas que praticam desmandos, os procedimentos adotados pela Companhia são lentos e desinteressados, gerando, inclusive, suspeitas e denúncias de conivência, como as que têm sido noticiadas pela imprensa mossoroense.

Disposição – Mesmo com as restrições impostas pela Petrobrás, os trabalhadores da Empercom estão firmes na disposição de manter a greve por tempo indeterminado. O retorno ao trabalho só deverá acontecer depois que a empresa efetuar o pagamento de todas as pendências financeiras e assumir o compromisso de que nenhum trabalhador ou trabalhadora será punido em virtude do movimento.

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