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Investimentos

Petrobrás não nega retração, mas diz que valores podem mudar

Vereador defende que Empresa seja instrumento de cooperação, visando o desenvolvimento local sustentável

24 de abril de 2013 às 12:45

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Foto: Gilson Sá

Por mais que a audiência com a presidente da Petrobrás, Graça Foster, tenha provocado uma sensação de alívio em alguns setores da chamada classe política, a retração de investimentos da Companhia no RN continua a preocupar lideranças sindicais e representantes de diversos segmentos econômicos e sociais. Isto, porque, se a sociedade pode comemorar a promessa de Graça Foster de reabertura dos milhares de postos de trabalho fechados nos últimos meses, o mesmo não se pode dizer das perspectivas de atuação da Petrobrás, no Estado.

Nos próximos anos, segundo documento da Companhia, a queda de investimentos deverá se acentuar. A curva descendente, com valores que indicam redução de quase 70%, ao final do período 2013-2017, está desenhada no Plano de Negócios e Gestão (PNG) da Unidade de Operações do Rio Grande do Norte e Ceará (UO-RNCE). A projeção foi apresentada durante exposição da gerência local, em Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal de Mossoró, mas, estranhamente, foi omitida da explanação realizada em evento semelhante, organizado pela Câmara Municipal de Natal, poucos dias depois.

Nessa última ocasião, as informações apresentadas pela Petrobrás referiram-se apenas aos investimentos realizados no período 2002-2013, esforçando-se por demonstrar o empenho da Companhia na revitalização da produção local. Questionado por veículos de comunicação sobre os valores de investimentos previstos no PNG 2013-2017, o gerente geral da UO, Luiz Ferradans, não os negou. Disse, entretanto, que as cifras poderão ser revistas à medida que novas necessidades sejam identificadas e que passem a integrar a carteira de projetos da UO.

Ainda durante a Audiência Pública realizada pela Câmara Municipal de Natal, no último dia 19, Ferradans afirmou que a aquisição de novas áreas exploratórias tem importância fundamental para a ampliação dos investimentos, mas não quis comentar a participação da Petrobrás no próximo leilão de blocos exploratórios, promovido pela Agência Nacional de Petróleo – ANP. “Vamos avaliar o potencial petrolífero deles”, disse, laconicamente.

Debate - Para o vereador George Câmara (PCdoB-Natal), diretor licenciado do SINDIPETRO-RN e autor da proposta de realização da Audiência Pública, “a sociedade norte-rio-grandense precisa discutir a importância do petróleo para a dinamização da economia local e o papel da Petrobrás”. Este debate – ressaltou o vereador, “está atrasado há, pelo menos, 30 anos”.

George defende que um Estado como o RN, que apresenta diversas potencialidades econômicas e produtivas, “nem pode só depender da Petrobrás, uma vez que o petróleo é uma riqueza finita, nem se dar ao luxo de ignorar a atuação de uma Empresa que é a locomotiva de uma cadeia produtiva responsável por metade do PIB industrial potiguar”.

A Petrobrás, no entendimento do petroleiro e vereador George Câmara, precisa ser vista e tratada como “um instrumento que pode e deve cooperar com o Estado para a concretização de uma estratégia local de desenvolvimento sustentável, que propicie melhoria da qualidade de vida aos norte-rio-grandenses”.     

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