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Refinaria Clara Camarão

Petrobras admite ocorrência de incêndio 40 horas depois do acidente

Trabalhadores estão preocupados com a redução de custos e a política de manutenção preventiva

30 de agosto de 2013 às 12:27

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Foto: Arquivo

Com uma lacônica nota de quatro linhas, 40 horas depois do acidente, a Gerência de Imprensa da Petrobrás admitiu, na manhã desta sexta-feira, 30, a ocorrência de um incêndio na Refinaria Potiguar Clara Camarão, no Polo Industrial de Guamaré (RN). Segundo a nota, o fogo teve início às 15h15 da última quarta-feira, 28, e foi prontamente combatido pela equipe de resposta a emergências.

Na internet, por intermédio do sítio (www.sindipetrorn.org.br), o SINDIPETRO-RN já havia divulgado o acidente, inclusive, com fotos, desde a tarde de quinta-feira, 29. Na matéria, os trabalhadores da unidade mostram-se preocupados com o contingente reduzido e com os constantes vazamentos em instalações, questionando os efeitos da diretriz de redução de custos na política de manutenção preventiva.

O receio – dizem eles, é que se resgate o cenário sombrio da década de 90, auge do neoliberalismo. “Naquele período, em nome da racionalização organizacional e da redução de custos, a manutenção preventiva foi abandonada e substituída por palestras com gráficos estatísticos sobre a relação frequência de acidentes X tempo”.

Em abril, em outra matéria publicada pelo sítio do Sindicato, os trabalhadores já manifestavam preocupação com a multiplicação de incidentes em diversas áreas do Polo.

Abaixo, a nota da Petrobras, na íntegra, publicada nesta sexta-feira, 30...

A Petrobras informa que houve uma perda de contenção seguida de fogo na unidade de destilação atmosférica da Refinaria Potiguar Clara Camarão, localizada no Polo Industrial de Guamaré, às 15h15 desta quarta-feira (28/8). A equipe de resposta a emergências combateu o fogo rapidamente. Não houve vítimas e não há risco de desabastecimento do mercado”.

Gerência de Imprensa da Petrobras


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