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FALTA DE INVESTIMENTO

Petrobras enfrenta protesto em estação de Mossoró

24 de julho de 2013 às 10:18

Mossoró (RN). Funcionários que prestam serviço para a Petrobras no município de Canto do Amaro (RN) - maior campo terrestre de exploração de petróleo do País - paralisaram as atividades, na manhã de ontem, em protesto contra o que eles denominam ser "desinvestimento" nos campos terrestres da estatal na região e em outros estados nordestinos, inclusive o Ceará.

Cerca de 500 trabalhadores interditaram a BR 110, no km 35, entre as cidades de Mossoró e Areia Branca, no Rio Grande do Norte, e impediram a passagem de mais de 1,5 mil pessoas que iriam acompanhar o lançamento das novas tecnologias para o semiárido entre a Petrobras e a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA). O congestionamento chegou 5 km nos dois sentidos da estrada, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

A rodovia ficou interditada por cerca de quatro horas, entre 6h e 10h da manhã. De acordo com o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (Sindpetro-RN), José Antônio de Araújo, a manifestação representa todos os trabalhadores da exploração terrestres no Ceará, Bahia, Espirito Santo, Sergipe e o estado potiguar.

Conforme o Sindpetro, 5 mil petroleiros paralisaram as atividades para apoiar a manifestação, que foi pacífica.

O objetivo era falar com a presidente da Petrobras, Graças Foster, que havia confirmado presença no evento, mas enviou em seu lugar o diretor de exploração e produção da estatal José Miranda Formigli.

Investimentos diminuíram

Conforme o vereador de Mossoró, Genivan Vale (PR), Graças Foster até hoje não cumpriu o que prometera em encontro no Rio de Janeiro, no mês de abril, de que não haveria mais demissões. Segundo ele, em dois anos e meio, cerca de 5 mil pessoas das empresas terceirizadas perderam seus empregos e 189 funcionários da Petrobras foram deslocados para as áreas do pré-sal, no Sudeste.

Ele ressaltou que Mossoró já sente o impacto na economia local: "Os efeitos do desemprego chegou ao comércio. A rede hoteleira está com ocupação média de 46%. Antes era de 78%".

Empresa rebate

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Miranda Formigli, rebateu as críticas dos manifestantes de que a estatal estaria privilegiando as áreas do pré-sal e preterindo a extração terrestre do óleo e gás.

"De forma alguma temos esse interesse. Os investimentos em poços terrestres no Rio Grande do Norte e no Ceará têm sido crescentes. O pré-sal não suga os investimentos da Petrobras. A empresa tem capacidade de financiar e investir as duas coisas juntas", rechaçou.

Diário do Nordeste
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