Pular para o menu
1307455511

Petrobras lança projeto para financiamento da cadeia de fornecedores

07 de junho de 2011 às 11:05

A Petrobras lançou nesta segunda-feira (6) o programa Progredir, voltado para melhorar as condições de financiamento da cadeia de fornecedores da companhia. A estimativa da Petrobras e dos seis bancos de varejo envolvidos no projeto, os seis maiores do país, é de que a iniciativa reduza em 20% os custos de captação dos fornecedores e atinja uma cadeia potencial de até 250 mil fornecedores.

A petroleira tem entre 15 mil e 20 mil fornecedores diretos, que terão direito a financiar até 50% dos contratos firmados com a Petrobras, na modalidade de recebíveis não performados. Um cadastro com os fornecedores da companhia dará aos bancos informações que poderão garantir custos menores nos financiamentos, já que 95% dos fornecedores da cadeia de óleo e gás se tratam de pequenas e médias empresas que não têm acesso a todas as vantagens do mercado financeiro.

Dentro deste ambiente, os seis bancos - Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e HSBC - vão ter acesso às informações sobre as companhias e poderão competir para conceder o crédito. O programa piloto posto em prática em setembro do ano passado rendeu o volume de R$ 137 milhões para 15 empresas fornecedoras.

O diferencial do programa é que ele não fica restrito aos fornecedores diretos. Os outros 50% do contrato com a Petrobras têm que ficar disponíveis para os fornecedores dos fornecedores e assim por diante.

Com isso, a expectativa é de que até 250 mil empresas tenham acesso ao programa, em quatro níveis de fornecimento. No piloto, das 15 operações, uma foi feita com um fornecedor do fornecedor direto.

"A partir do Progredir, bancos enxergam cliente como fornecedor da Petrobras, melhora o nível de precificação de uma a duas faixas de precificação e melhora o nível de preço", disse Alan Toledo, vice-presidente do Banco do Brasil.

No projeto piloto, a Caixa fez três operações, todas com empresas com faturamento anual menor que R$ 7 milhões. Uma delas foi para um fornecedor do fornecedor. O superintendente regional da Caixa para o setor de óleo e gás, Edalmo Rangel, o custo menor não está apenas na taxa de juros.

"O custo menor pode estar na agilidade da tomada de concessão de crédito, que é um diferencial competitivo importante", disse. O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, destacou que o programa não significa nenhum tipo de subsídio para os fornecedores e destacou que não há um limite para o volume de crédito destinado para as companhias, uma vez que não há teto previsto no Progredir.

"Não há restrição para empresas, então não há limitação para o programa. As instituições financeiras têm bastante interesse para que esse volume seja substancial. É um ambiente mais certo, estruturado e controlado", acrescentou Marcelo Marangon, global banking head do HSBC.

O diretor do departamento de poder público do Bradesco, Renan Mascarenhas, ressaltou que o sucesso do programa poderá abrir uma porta para que outras grandes corporações brasileiras criem sistemas semelhantes para suas cadeias de fornecedores.

Fonte: Valor Online

Compartilhar: