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Gênero

Petroleiras debatem igualdade de direitos e combate ao assédio

Mesa temática foi realizada nesta quinta-feira, 14, durante o XVI CONFUP

15 de agosto de 2014 às 20:17

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Foto: Deivson Mendes

Desenvolver políticas que promovam a igualdade de direitos entre os gêneros e que combatam o assédio moral e sexual. Estas foram as principais questões abordadas na mesa temática “Mulheres trabalhadoras na luta pela igualdade”, parte da programação do XVI CONFUP, realizada na tarde da última quinta-feira, 15, em Natal. Participaram como palestrantes a diretora de imprensa do SINDIPETRO-RN, Fátima Viana; a diretora do SINDIPETRO-PA, Anacélie Azevedo; a secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres da Presidência da República, Tatau Godinho; e a secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosana Sousa.

Em sua intervenção, Fátima Viana resgatou a luta política emancipacionista de três mulheres que fizeram história no RN: as escritoras Nísia Floresta e Auta de Souza, e a primeira prefeita eleita no Estado, Alzira Soriano. A diretora também destacou os avanços na sindicalização de mulheres, mas fez um contraponto. “Hoje, as petroleiras representam 40% no total de sindicalizações, mas deste montante, apenas 15% são ocupantes de cargos em diretorias de entidades sindicais”, informou.

A diretora do SINDIPETRO-RN ainda defendeu que, apesar de as mulheres terem conquistado avanços econômicos significativos, é importante que haja maior empenho para o fim das desigualdades. “Seja em casa ou no trabalho é importante combater práticas arbitrárias de discriminação contra mulheres no convívio em sociedade”, destacou.

O esforço promovido pela Central dos Trabalhadores e Trabalharas no Brasil - CTB em repugnar qualquer prática de assédio moral ou sexual contra mulher foi outro aspecto enfatizado por Fátima Viana. “A Central reprova iniciativas que menosprezem a integridade física e moral de qualquer ser humano por acreditar na existência de unidade nos direitos”, disse.

 

Ficou a cargo da secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres da Presidência da República, Tatau Godinho relatar a situação das diferenças de gênero, no tocante às remunerações no mercado trabalho, bem como nos cargos de chefia nas diferentes organizações. Os homens, segundo Godinho, ainda ganham mais, mesmo com menor grau de qualificação. Os cargos de chefia também tem predominância masculina, embora as mulheres venham mostrando que são capazes não somente de gerir bem as Empresas, mas de agregar-lhe valores. 

A secretária ainda exaltou a importância da criação da Secretaria de Políticas para  Mulheres da Presidência da República, explicando que o objetivo do Órgão é manter o compromisso no combate a crimes discriminatórios.

Por fim, Rosana Sousa, da CUT, apresentou as conquistas da Entidade desde a criação da “Comissão Nacional da Mulher Trabalhadora”, em 1983, até os dias atuais, como a aprovação de cotas de 30% para a direção sindical, além da criação da Secretaria da Mulher Trabalhadora.

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