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Petroleiras debatem luta por democracia em Encontro que começa dia 27 em Natal

24 de abril de 2018 às 18:10

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Foto: Arquivo

Entre os dias 27 e 29 de abril, acontece em Natal, no Rio Grande do Norte, o 6º Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP. Com o tema central “Mulheres na luta pela democracia”, as trabalhadoras analisarão a conjuntura nacional e internacional, tendo como pontos de debate a retirada de direitos e os ataques à democracia.

A geopolítica do petróleo também estará na pauta do Encontro, bem como questões raciais, violência e feminicídio, participação das mulheres nas lutas política e sindical, educação para a igualdade, entre outras temáticas.

“O evento contará com uma agenda intensa de atividades para fomentar a reflexão e a construção das mudanças necessárias a serem realizadas em nossa sociedade, tanto no âmbito do trabalho e no sindicalismo para que cheguemos à igualdade”, destaca Rosângela Maria, diretora da FUP e coordenadora do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras.

O Encontro pretende reunir aproximadamente 70 petroleiras e petroleiros, entre dirigentes sindicais e trabalhadores da base. Embora o público alvo sejam mulheres, a atividade é aberta aos homens. “Debateremos desde enfrentamentos às Reformas da Previdência e Trabalhista, a questões como sexualidade, controle sobre os corpos e organização dos coletivos de mulheres”, explica Rosângela, destacando a importância de todos os sindicatos estarem presentes ao evento, com representações.

Homenagem a Nísia Floresta

A luta das mulheres contra a opressão e pela emancipação feminina sempre foi a luta por direitos. As mulheres lutam por direito à liberdade, ao estudo, ao trabalho, á ter direitos. Suas lutas, ao longo da história, se entrelaçam com as lutas de toda a sociedade por liberdade e por democracia. Neste sentido, o 6º Encontro das Mulheres Petroleiras da FUP destacará a importância de Dionísia Gonçalves Pinto, a Nísia Floresta, para as lutas feministas.

Nascida em Natal, ela viveu entre 1810 e 1885 e é considerada a primeira feminista brasileira. Nísia Floresta escreveu 15 livros, defendendo os direitos das mulheres, dos índios e dos escravos. Ela também participou ativamente das campanhas abolicionista e republicana. À frente de seu teu tempo, Nísia Floresta defendeu o direito das mulheres à educação científica e, aos 28 anos, fundou uma escola só para meninas.

Programação

Dia 27/04 (sexta-feira)

Local: Hotel Villa Park

14h00 - Recepção das delegadas e início do credenciamento

Local: Auditório do SEBRAE

18h00 – Solenidade de Abertura – Homenagens a Nísia Floresta e às petroleiras Davina e Olga

19h00 - Ato Político

Dia 28/04 (sábado)

Local: Hotel Villa Park

9h00 – Cortejo Cultural

Local: Parque das Dunas

10h00 – Os impactos do novo PNG da Petrobrás na economia da região nordeste

11h00 – Debate

12h00 – Almoço

13h30 – Apresentação teatral sobre Tereza de Benguela

14h30 – Os impactos da redução das liberdades democráticas na vida das mulheres brasileiras

15h20 – Debate

17h00 – Visita ao Centro Histórico de Natal

20h00 – Confraternização

Dia 29/04 (domingo)

Local: Hotel Villa Park

9h00 – Dinâmica de integração

9h30 – Balanço das atividades do CNMP-FUP

10h00 – Pauta das mulheres para a PLENAFUP

12h00 – Encerramento

Fonte: FUP

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