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Mesa Temática

Petroleiros debatem situação dos campos terrestres e condenam retração de investimentos

Tema é de interesse do conjunto da categoria e resgata papel que a Petrobrás deve desempenhar

16 de agosto de 2014 às 10:21

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Foto: Arquivo

“Perspectivas da exploração e produção dos campos terrestres no Brasil”. Este foi o tema da mesa temática realizada na tarde desta sexta-feira, 15, como parte da programação do XVI Congresso Nacional da Federação Única dos Petroleiros – CONFUP. O evento acontece em Natal e se estende até o próximo domingo, 17, reunindo representantes de 14 sindicatos de petroleiros de todo o País.

Ao contrário do que acontece nas áreas do Pré-sal, a retração de investimentos e a desmobilização de atividades da Petrobrás tem sido objeto de grande preocupação dos sindicatos de Estados que concentram produção de petróleo em terra. Isto, porque, devido ao seu porte, a Companhia desempenha papel decisivo na cadeia produtiva, podendo promover ou retardar o desenvolvimento nessas áreas.

Para o coordenador do SINDIPETRO-NF, José Maria Rangel, que foi um dos três palestrantes convidados para a mesa temática, a discussão dessa matéria é de grande importância e extrapola o viés sindical. A retração de investimentos, segundo ele, vem travando o desenvolvimento econômico e social de algumas regiões e, por isso, a discussão sobre campos terrestres não pode ficar restrita aos Estados afetados.

Já, o técnico do Dieese, Rodrigo Leão, fez uma breve síntese dos pontos discutidos no “Seminário em defesa dos investimentos da Petrobras no Norte, Nordeste e Norte Capixaba”, realizado em 2013, em Fortaleza. Segundo Rodrigo, a concentração de recursos financeiros e técnicos nas áreas do Pré-sal gera impactos negativos nas cidades que dependem do repasse de royalties, afetando o desenvolvimento em áreas isoladas do País.

Mobilização – Terceiro palestrante da mesa temática sobre campos terrestres, o diretor licenciado do SINDIPETRO-RN e vereador natalense, George Câmara, defendeu que a Petrobrás seja um instrumento de promoção do desenvolvimento econômico e social, e de combate às desigualdades regionais. Para George, a atuação da Companhia é resultado de um jogo de pressões e contrapressões que ora refletem interesses amplos, ora de grupos. Por isso, segundo afirmou o parlamentar, “é necessário combinar a mobilização e a pressão social com a articulação institucional, a fim de que a empresa cumpra um papel social”.

 

 

 

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