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Petroleiros do RN aderem à greve nacional em defesa da Petrobrás e contra o golpe

10 de junho de 2016 às 14:56

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Foto: Deivson Mendes, Gilson Sá e diretores

A categoria petroleira norte-rio-grandense aderiu em peso à greve nacional de 24 horas, deflagrada nesta sexta-feira, 10 de junho. O movimento atinge as principais bases administrativas e operacionais do Estado, repudiando as ameaças à integridade da Petrobrás e a intenção do governo ilegítimo de Michel Temer de por fim ao regime de partilha na exploração do pré-sal.

Com o apoio de colegas terceirizados e de diversas empresas do setor privado, os trabalhadores da Petrobrás também repudiam a aprovação do nome de Pedro Parente para a presidência da companhia. Empossado recentemente, o ex-chefe da Casa Civil do governo FHC é réu em ações judiciais que cobram ressarcimento de prejuízos causados à Petrobrás e jamais poderia ter sido indicado ao posto.

Natal – Na sede administrativa da UO-RNCE, em Natal, a mobilização teve início às 6h00. Aos poucos, centenas de trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás e de empresas terceirizadas se concentraram em frente ao portão principal de acesso às instalações. Às 9h00, foi realizado um ato público, que contou com a presença de representantes políticos e de lideranças de diversos movimentos sociais.

Em seguida, reunidos em assembleia que analisou a conjuntura nacional e a situação da Petrobrás, os petroleiros aprovaram o indicativo aprovado pelo Conselho Deliberativo da FUP, mantendo a paralisação ao longo do dia. Também decidiram reforçar a manifestação da cidadania contra o golpe, que acontece, em Natal, no fim da tarde, além de prestigiar o XXXI CEPETRO-RN, agendado para este sábado, 11.

Mossoró – Na Base-34, em Mossoró, a paralisação teve início às 5h00 com a realização de um trancaço. Cerca de 600 pessoas participaram da atividade. Às 7h00, os manifestantes interditaram as duas vias da BR-304 e nenhum transporte trafegou no trecho até às 9h00. Segundo a imprensa, o congestionamento se estendeu por 2km.

Em seguida, após intervenção da Polícia Rodoviária Federal, os trabalhadores dirigiram-se ao centro da cidade para participar da nova manifestação. Promovido pelo Sindicato dos bancários de Mossoró, o ato protestou contra a fusão dos bancos públicos, proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Às 11h00, todos os manifestantes seguiram para a Praça do Mercado (Rodolfo Fernandes), onde foi realizado o ato público unificado do movimento #ForaTemer.

Guamaré – No Polo Industrial de Guamaré, mais de 300 trabalhadores e trabalhadoras reuniram-se em assembleia, no início da manhã, e decidiram cruzar os braços, paralisando os serviços. Durante toda a sexta-feira, não será emitida Permissão para Trabalho (PT). O movimento atinge a Refinaria Potiguar Clara Camarão – RPCC, a Unidade de Tratamento de Produtos Fluidos – UTPF – e o Terminal da Transpetro.

Alto do Rodrigues e Plataformas – No Ativo de Produção de Alto do Rodrigues, a mobilização em defesa da Petrobrás e contra o governo golpista foi realizada ontem, 9, atingindo áreas administrativas e operacionais. Houve suspensão da emissão de PT por até 3 horas, e foram realizadas reuniões com expressivos contingentes de trabalhadores que analisaram a conjuntura nacional e a situação da Petrobrás.

Nas plataformas marítimas, os trabalhadores também protestaram em defesa da Petrobrás. Houve adesão total à suspensão de emissão de PTs e o movimento durou até às 8h00. No início da manhã, foi realizado um debate sobre a situação política, e as principais preocupações da categoria manifestadas pela categoria reportaram-se à diminuição dos investimentos nos campos maduros, afetando as plataformas, e à possibilidade de venda dos campos terrestres.

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