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Ato Público

Petroleiros repudiam leilão da ANP e alertam para riscos com exploração do gás de xisto

Nos Estados Unidos, pelo menos 30 cidades tiveram o consumo de água potável inviabilizado

28 de novembro de 2013 às 15:10

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Foto: Gilson Sá

Em ato público realizado na manhã desta quinta-feira, 28, trabalhadores lotados na sede administrativa da Petrobrás, em Natal, repudiaram a realização da 12ª Rodada de Licitações promovida pela Agência Nacional de Petróleo – ANP. A manifestação contou com a participação de dirigentes da CTB, FUP, FNP e de sindicatos de petroleiros de Pernambuco/Paraíba, Bahia, Norte-fluminense e Paraná/Santa Catarina. O representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, José Maria Rangel, também esteve presente. No certame, agendado para hoje e amanhã (29), a ANP pretende leiloar, sob o regime de Contrato de Concessão, um total de 240 blocos com potencial para gás natural, distribuídos por sete bacias sedimentares.

No ato público, além de criticar a realização de leilões para privatização de riquezas que pertencem ao povo brasileiro, os dirigentes sindicais alertaram para os possíveis impactos socioambientais nas áreas em que a retirada do gás for viabilizada por meio do fraturamento hidráulico. Também chamado de “fracking”, o processo é proibido em diversos países, pois se baseia na injeção de jatos de água com inúmeros produtos químicos, podendo causar contaminação do lençol freático e até do ar. Nos Estados Unidos, onde a tecnologia é utilizada há mais de 20 anos, já foram registrados vários acidentes, e pelo menos 30 cidades tiveram o consumo de água potável inviabilizado.

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