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PIPELINE: Desafios tecnológicos a cooperação entre concorrentes

21 de setembro de 2011 às 12:05

Desafios:  Na conferência de abertura da Rio Pipeline 2011, feira de negócios e tecnologia do segmento de transporte dutoviário, realizada no Centro de Convenções Sulamérica, no Rio de Janeiro, o foco do debate foram os desafios para o setor responsável pelo escoamento da produção perante as demandas do pré-sal.

Cooperação:  Valéria Lima, Gerente Comercial da BG do Brasil, apresentou Código de Cooperação (em) Infraestrutura (Icop, na sigla em inglês) que a empresa deseja firmar com suas concorrentes. Ele trata da divisão de infraestrutura de escoamento dutoviário entre as petrolíferas que exploram um mesmo campo do pré-sal. Valéria defende que a integração entre as empresas é possível, o modelo já é praticado no exterior, “o tamanho do pré-sal é comparável ao do Golfo do México ou Mar do Norte”, afirma.  

Transparência:  Neste cenário, a indústria de oleodutos está no centro do debate. Diminuir custos e reduzir entraves no escoamento de óleo e gás extraído da camada pré-sal é o principal objetivo deste código de integração em infraestrutura. Uma das medidas, por outro lado, tem, segundo a executiva, o “objetivo de garantir mais transparência para a indústria” ao tornar públicos os valores negociados entre as empresas nestas transações. Valéria Lima enumera que a “segurança, integridade do meio ambiente, garantir acordos mais rápidos” são os benefícios imediatos da transação.

Ilha do saber: Na mesma conferência, Ricardo Beltrão, Gerente Geral da Petrobras, simplificou os desafios do pré-sal. O que o executivo chamou de “pontos-chave” para o sucesso da indústria podem, segundo Beltrão, ser resumidos a garantir o escoamento, custos, retirar o petróleo de maior profundidade. Beltrão não deixou de citar a infraestrutura no setor, mas sobre o preparo do Brasil para enfrentar tais desafios, o executivo defendeu investimentos pesados em P&D e uniu-se ao rol de atores da indústria que já comparam a Ilha do Fundão, sede de centros de pesquisa petroquímica ao Vale do Silício, nos EUA.

NN Online

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