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SETOR PRIVADO

Precarização do trabalho revolta trabalhadores da Empercom

Sindicato encaminhou ofício à Gerência da Construção de Poços Terrestres-CPT/N/NE cobrando reunião conjunta

31 de julho de 2013 às 09:50

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Foto: Graziella Sousa

A Diretoria do SINDIPETRO-RN encaminhou, na última sexta-feira, 26, um ofício ao gerente da CPT/N-NE, Francisco Queiroz, solicitando a realização de uma reunião conjunta, com participação de representante da Empercom. O encontro objetiva expor, discutir e dar solução para os inúmeros problemas existentes nas áreas em que a terceirizada realiza atividades de sondagem.

Na última quarta-feira, 24, o Sindicato promoveu uma assembleia, numa dessas áreas. A reunião aconteceu a céu aberto, sob o sol e em pé. O debate tratou das péssimas condições de trabalho a que os embarcados estão submetidos; da subtração e descumprimento de direitos trabalhistas; e da utilização constante de práticas de assédio moral.

Ambiência – Inegavelmente, o trabalho nas sondas é realizado em condições difíceis. Sol, chuva, poeira, lama e muitas tarefas pesadas são parte da rotina. No entanto, como afirma o secretário geral do SINDIPETRO-RN, Márcio Dias, “em tempos de PROCOP (programa de redução de custos) e de desmobilização da Petrobrás em campos terrestres, a situação tem piorado muito”.

Na área em que foi realizada a assembleia com trabalhadores da Empercom, as instalações não dispõem de qualquer estrutura capaz de propiciar uma ambiência minimamente adequada. O refeitório não passa de um cubículo, onde a comida servida tem variedade restrita e a qualidade é sofrível. Também não há qualquer estrutura que permita o lazer.

Já, com relação aos direitos do trabalhador, a lista de agressões é grande. Inclui desvios de função; não pagamento de dobradinhas e da Participação nos Lucros; desconto salarial de dias justificados com atestado médico; descumprimento da Licença Paternidade; descaso no fornecimento de uniformes e outros equipamentos de proteção individual; subnotificação de Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT, entre outros.

Humilhação – Uma prática bastante denunciada pelos trabalhadores é o uso constante do assédio moral. Segundo informações obtidas pelo Sindicato, a Empercom chega a incentivar “líderes” para que tratem mal os colegas, sob pena de não se tornarem "aptos" para integrar o “sistema”. Não há diálogo e sobram ameaças de perseguição e demissão quando as inúmeras irregularidades são questionadas.

 

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