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San Antonio

Precarização extrema obriga trabalhadores a paralisarem atividades

Movimento teve início na noite do último dia 19 e reivindica condições dignas de trabalho, segurança e direitos

22 de março de 2011 às 11:31

Os trabalhadores da San Antonio Internacional, que prestam serviços à gerência da CPT, exercendo atividades no ATP-ARG, iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado, na noite do último dia 19 de março. O movimento reivindica condições dignas de trabalho, segurança e reconhecimento de direitos.

Entre outros problemas, os trabalhadores se queixam da insuficiência e da péssima qualidade da alimentação fornecida pela San Antonio. Segundo informações, no dia 18, um trabalhador chegou a passar mal e desmaiar, em plena Sonda, tendo que ser socorrido pela assistência médica.

Ainda segundo relatos de trabalhadores, os motoristas vêm exercendo uma jornada de trabalho exaustiva, sem ajudantes. O pagamento do pernoite foi retirado, e as jornadas chegam a 16 horas, sendo que, somente após esta esse período é que as horas-extras são contabilizadas. Entre uma jornada e outra não está sendo observado o repouso de 11 horas.

Despejo – Há alguns dias, os trabalhadores foram ameaçados de despejo, por falta de pagamento dos alojamentos. Na última semana, foi preciso que os trabalhadores fizessem uma cota para a compra de sabão a fim de lavarem suas roupas. Os trabalhadores da Base e da ALPI – uma quarteirizada que presta serviços a San Antonio – estão recebendo seus salários com atraso. Os ajudantes da ALPI nem ao menos têm local para dormir.

Sistematicamente, a San Antonio vem retirando direitos e cometendo erros grosseiros no pagamento dos salários e férias. Práticas de assédio moral e ameaças de demissão tornaram-se rotineiras. A sondagem é caracterizada como uma atividade com alto risco de acidentes. O somatório desses problemas contribui para potencializá-los.

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