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Prefeituras vão se juntar ao Sindicato na defesa de mais investimentos da Petrobrás para o RN

27 de agosto de 2015 às 15:52

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Foto: Deivson Mendes

Construir a argumentação técnica e política capaz de justificar a necessidade de manutenção dos níveis históricos de investimentos da Petrobrás nos campos terrestres do Rio Grande do Norte e marcar uma audiência com a direção da companhia, na sede da estatal, no Rio de Janeiro, já em outubro. Esse foi o compromisso estabelecido entre o prefeito de Mossoró e presidente da Federação dos Munícipios do Rio Grande do Norte (FEMURN), Francisco José Junior, e a direção do SINDIPETRO–RN. O acordo foi selado em reunião realizada na manhã desta quinta-feira, 27, na sede do Poder Executivo da capital do Oeste. Por telefone, o governador Robinson Faria e a senadora Fátima Bezerra também confirmaram apoio à causa.

Sugerido pelo SINDIPETRO-RN, o encontro debateu o atual cenário econômico do país, com ênfase para a situação do setor de petróleo e gás; o Plano de Negócios da Petrobrás para o período 2015/19; e a retomada dos níveis de empregabilidade em Mossoró e região, em atividades de perfuração e sondagem. Com relação à questão nacional, o coordenador do SINDIPETRO-RN, José Araújo, informou que foi criada uma frente parlamentar mista, composta de deputados e senadores, para atuar em defesa da Petrobrás e da manutenção do Modelo de Partilha para a exploração do pré-sal. Na opinião do coordenador, “esse é o momento ideal para estados e municípios se unirem com o objetivo de somar forças e evitar que manobras entreguistas possam colocar em risco a soberania nacional sobre o nosso petróleo”.

Segundo o prefeito Francisco José Junior, a participação de Mossoró e dos demais municípios norte-rio-grandenses produtores de petróleo na frente por mais investimentos da Petrobrás no Estado está assegurada. Nesse sentido, ele também acredita que a junção de forças reunindo governos municipais, Estado, parlamentares, sindicatos e demais entidades, pode contribuir para que o Plano de Negócios e Gestão da Petrobrás, que prevê cortes de investimentos e venda de ativos, não reflita apenas os interesses do mercado. Para Francisco José, “a partir de uma fundamentação elaborada em parceria pela FEMURN, Governo do Estado e Sindicato, teremos mais chances para uma negociação com foco no desenvolvimento socioeconômico do Estado e municípios”.

Empregos – Sobre a retomada de empregos em Mossoró e região, o diretor de Comunicação do SINDIPETRO-RN, Márcio Dias, defendeu que a chegada do navio-sonda que fará a extensão do campo de Pitu, na costa de Areia Branca, já neste segundo semestre, pode servir como mote para a concatenação de esforços que possam representar possibilidades futuras de emprego e renda nas cidades produtoras de petróleo do Estado. “Em nossa última reunião com o secretário interino da pasta de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de Mossoró, foi discutida a possibilidade de instalação de um curso de offshore, em parceria com a Prefeitura e o SENAI. Acreditamos que essa seria uma oportunidade para fomentar a criação de novos empregos na região, sendo, Mossoró, a cidade estratégica, provedora dos cursos”, explica do diretor.

Ainda sobre o tema da geração de empregos, o secretário da Fazenda do município, Jerônimo Rosado, explicou que, em 1992, durante a construção da Base–34, em Mossoró, a cidade arrecadava cerca de R$ 10 milhões em royalties, graças ao processo de transporte do óleo e investimentos no Estado. “Sabemos que devido à construção do oleoduto o processo de transporte da matéria prima diminuiu, bem como o crescimento da mecanização no processo de extração do óleo, mas, mesmo assim, acreditamos que os investimentos em Mossoró podem sim, ser retomados com a chegada de novas empresas de sondagem na cidade”, manifestou-se o secretário.

Pelo SINDIPETRO-RN, participaram os diretores José Araujo, Márcio Dias, Pedro Idalino, Manoel Assunção, Eufrásio Paulino e a diretora Fátima Viana, acompanhados do assessor sindical e representante da direção estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, Aldeirton Pereira.

Veja, a seguir, uma curta entrevista com o prefeito de Mossoró, Francisco José Junior...

SINDIPETRO-RN: Avaliando os reflexos, no Rio Grande do Norte, do Plano de Negócios e Gestão da Petrobrás, a direção local da companhia diz que “em 2016, vamos ter que apertar o cinto”. Em sua opinião, qual a importância da Petrobrás para o desenvolvimento do Estado e quais os impactos que uma expressiva redução do volume de investimentos da companhia poderia trazer para Mossoró e região?

FRANCISCO JOSÉ: A importância da Petrobrás é fundamental para o crescimento do Estado e de seus municípios. Principalmente, no que diz respeito ao crescimento socioeconômico e na produção de renda para as pessoas que aqui moram. É notória a queda na arrecadação dos royalties para o município nos últimos anos. Há dez anos, o município arrecadava cerca de R$ 6 milhões em royalties. Em janeiro deste ano, esse número chegou a R$ 1,1 milhão.

Em junho, ocorreu uma melhora significativa, na qual arrecadamos em torno de R$ 2 milhões para o direito e propriedade do produto. Esses números baixos, atrelados ao aumento do desemprego no setor devido à crise, são impactantes para a nossa economia. Por isso, acreditamos que com o apoio participativo dos sindicatos, parlamentares e do Governo do Estado, poderemos retomar os investimentos da Petrobrás para o Estado.

As deliberações da reunião de hoje, eu, como prefeito de Mossoró e presidente da FEMURN, e com a participação fundamental do Sindicato, vamos lutar para manter os investimentos sem a necessidade de cortes.

SINDIPETRO-RN: De que forma a Federação dos Municípios poderia se engajar nas lutas em defesa da integridade do sistema Petrobrás, pela manutenção dos níveis de investimentos e pela preservação do Modelos de Partilha para exploração do Pré-sal?

FRANCISCO JOSÉ JUNIOR: O documento que será construído pela Prefeitura, FEMURN e junto com as demais organizações e parlamentares, defendendo a manutenção dos níveis de investimentos da Petrobrás, vai nos fortalecer, permitindo que a reunião no Rio de Janeiro produza efeitos positivos para manter os empregos diretos e indiretos e nas empresas privadas.

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