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Irresponsabilidade

Pressão da Petrobrás para impedir greve leva à morte supervisor na Repar

Ao tentar manter a produção a qualquer custo, empresa fez sua primeira vítima

06 de novembro de 2015 às 14:39

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Foto: FUP

A irresponsabilidade dos gestores da Petrobrás, ao tentar manter a produção a qualquer custo durante a greve dos petroleiros, delegando a operação das unidades a equipes de contingência insuficientes, fez sua primeira vítima. O supervisor de mecânica, Pedro Alexandre Bagatin, 48 anos, que integrava a equipe de contingência da Repar, infartou na noite de quinta-feira, 05, dentro da refinaria e faleceu na manhã desta sexta-feira (06).

A FUP e seus sindicatos lamentam o ocorrido e se solidarizam com a família do petroleiro. O movimento sindical tem denunciado desde o início da greve os riscos que os gestores da Petrobrás vêm expondo os trabalhadores. O Comando de Greve da FUP e o Sindipetro-PR/SC convocam a categoria e os movimentos sociais para um ato político no domingo (08), em frente à Repar, em protesto contra a insegurança e as arbitrariedades da Petrobrás.

A FUP buscou todas as formas de negociação de um acordo com a empresa para cumprimento da Lei de Greve, estabelecendo cotas de produção e efetivos mínimos para garantir as necessidades imediatas da população e a segurança dos trabalhadores e das comunidades vizinhas às refinarias, terminais, usinas e termelétricas. A Petrobrás, não só se recusou a negociar, como nem sequer compareceu à audiência com o Ministério Público do Trabalho, no último dia 29.

Os sindicatos continuam denunciando as condições inseguras de trabalho das equipes de contingência, que, em várias unidades, estão trabalhando há mais 72 horas. Já houve incidentes graves na Lubnor (CE) e na Recap (SP). As gerências, no entanto, têm se recusado a negociar a substituição desses trabalhadores e a garantia de cotas de produção, como prevê a Lei de Greve.

A FUP, portanto, orienta todos os petroleiros que integram as equipes de contingência que somem-se à greve, fortalecendo o nosso movimento, e entreguem os seus postos de trabalho. Nossa luta é também por segurança e recomposição de efetivos. Só este ano, já são 20 trabalhadores mortos em decorrência da insegurança.

A greve dos petroleiros é um direito humano e constitucional. Não vamos permitir que os gestores da Petrobrás continuem colocando a produção acima da vida.  

Fonte: FUP

 

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