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Paradas em plataformas

Produção de petróleo da Petrobrás volta a cair em fevereiro

Em relação a dezembro, produção média nos dois primeiros meses do ano acumula queda de 3,9%

03 de abril de 2013 às 12:08

30/03/13
Sabrina Valle / O Estado de S. Paulo

A produção de petróleo da Petrobrás no Brasil voltou a cair em fevereiro. Foram 1,920 milhão de barris por dia de óleo e de gás natural liquefeito (GNL), resultado 2,25% inferior ao alcançado em janeiro.

É o segundo mês seguido de queda, depois de três meses de recuperação. Em janeiro, a produção já recuara 3,3% em relação a dezembro. A produção no Brasil, incluindo gás natural, atingiu, em fevereiro, 2,316 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Já a produção total no exterior foi de 241,8 mil barris, uma redução de 0,6% em relação a janeiro.

No ano passado, a produção de petróleo da Petrobrás recuou 2% na comparação com 2011. A maior baixa aconteceu em setembro, com 1,842 milhão de barris diários. Houve recuperação em outubro, novembro e dezembro, mas a tendência não se sustentou. A Bacia de Campos foi a grande responsável pela queda. Além de perda de eficiência, o fraco resultado de 2012 foi influenciado pela decisão da companhia de parar plataformas antigas para reparos, depois de longos períodos sem manutenção. Neste ano, a produção média de janeiro e fevereiro acumula queda de 3,9% em relação a dezembro. 

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, manteve a meta de 2,022 milhões de barris para 2013, a mesma dos últimos dois anos, mas admitindo uma variação de 2% para cima ou para baixo. Graça alertou em fevereiro que é mais provável que a produção, neste ano, fique 2% abaixo da meta.

Manutenção – Graça decidiu estagnar a produção em 2012 e em 2013 para colocar as plataformas em manutenção e voltar a crescer apenas no ano que vem. Mês a mês, administra a entrada de uma nova plataforma no Pré-sal com a parada de uma plataforma antiga para reparos.

A Petrobrás informou que, em fevereiro, a queda do volume produzido decorreu, principalmente, de "paradas programadas em plataformas da Bacia de Campos, além de ter sido mantida a parada programada da P-33 (Marlim), iniciada em janeiro, cujo maior impacto na produção refletiu-se em fevereiro".

 

Fonte: O Estado de S. Paulo / Títulos da Redação

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