Pular para o menu
1522779265

Produção de petróleo do RN desaba quase 18% em um ano

03 de abril de 2018 às 15:14

destaque

Foto: Arquivo

A produção de petróleo e gás do Rio Grande do Norte continua em queda vertiginosa. Nos últimos 12 meses (Fev/17 a Fev/18), segundo dados da Agência Nacional de Petróleo – ANP, o volume médio diário produzido nos campos terrestres e marítimos do Estado diminuiu 17,8% e já se situa em torno de 48 mil barris de óleo equivalente por dia (boed).  

A queda reflete o declínio natural da produção, mas também decorre da redução de investimentos da Petrobrás no Estado. Em 2010, a Companhia chegou a injetar no RN cerca de US$ 1 bilhão. Já, em 2017, como resultado da política de concentração de recursos na área do Pré-sal, esse volume fechou em torno de US$ 200 milhões.

Além da perda de receita com impostos, resultante do encerramento de atividades e fechamento de empresas do setor, os governos do Estado e dos municípios vêm sofrendo com a diminuição dos royalties. E o impacto só não está sendo maior, porque a cotação média do barril vem se situando acima do US$ 60, desde o início de 2018.

Governo silente

Enquanto a Petrobrás reduz investimentos, ferindo a principal cadeia produtiva da economia norte-rio-grandense, o Governo do Estado silencia. Nem mesmo a recente rodada de licitações promovida pela ANP, que ofertou 13 blocos marítimos na Bacia Potiguar, sendo alguns em águas profundas, fez o Governo despertar de sua letargia.

Em outros Estados, mandatários mais preocupados com os destinos das populações a quem lhes foi dada a missão de representar têm procurado pressionar a Petrobrás em busca da manutenção de investimentos e mesmo da preservação de ativos. Foi o que se viu, por exemplo, em casos recentes, na Bahia e em Sergipe.

Diante do anúncio da Petrobrás de fechamento das fábricas de fertilizantes nitrogenados (FAFENs) nos dois Estados, grupos integrados por representantes dos governos, parlamentares, trabalhadores e empresários se mobilizaram e conseguiram obter a suspensão do procedimento, até que sejam apresentadas alternativas.

No Rio Grande do Norte, porém, ao contrário do que se deveria esperar, o Governo tem sido, no mínimo, conivente. Em “Fato Relevante” publicado nesta terça-feira, 3, em sua página de “Relacionamento com Investidores”, a Petrobrás anuncia que a cessão de direitos de campos terrestres no Polo de Riacho da Forquilha (RN), ingressou na fase “vinculante”.

Nesta etapa, segundo o comunicado, “os interessados habilitados na fase anterior receberão cartas-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes”. O que o Governo do RN tem feito em relação à política irresponsável da Petrobrás é um mistério: ninguém sabe e ninguém viu!     

Compartilhar: