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Professores e policiais do RN resistem

09 de junho de 2011 às 10:42

O posicionamento do governo, em pedir a ilegalidade da greve dos policiais civis na Justiça, não intimidou a categoria, que está há 23 dias paralisados. Para pressionar a retomada das negociações, os policiais permanecem acampados em frente a sede da Governadoria e anunciaram para hoje, apresentar graves denuncias contra o governo do Estado, com distribuição de cópias de documentos durante entrevista coletiva, prevista para às 9h. Os professores do Estado também não cederam e continuam em greve, decisão votada em assembléia realizada ontem.

A presidente do Sinpol/RN Vilma Marinho reforçou o posicionamento de que a categoria não cederá frente às ameaças do governo de recorrer as vias judiciais. "Decretar ilegalidade da greve é criminalizar o movimento dos trabalhadores, que é um direito constitucional", disse.

A categoria busca  implementar o  enquadramento da categoria conforme reza a lei 417/2010 (Lei dos Planos de Cargos, Carreira e Salários), inclusive com reajustes salariais de 50% em maio e outubro de 2011. "Não há intransigência da nossa parte, buscamos é uma proposta concreta do governo, que até hoje não nos apresentou e condiciona a negociação ao fim da paralisação", afirma a presidente do Sinpol. Sem antecipar o teor do dossiê que será apresentado pelo Sinpol, Vilma Marinho garantiu que, logo após, irá formalizar a denúncia junto ao Ministério Público Estadual.

Por telefone, o procurador geral do Estado Miguel Josino Neto, estava no  início da noite de ontem, aguardando para impetrar na Justiça ação  solicitando a ilegalidade da greve dos Policiais Civis. O pedido exige ainda o retorno imediato dos grevistas às funções e a fixação de multa, no valor de R$ 50 mil, que deverá ser cobrada ao Sindicato dos Policiais Civis (sinpol/RN) por dia descumprimento.

A Procuradoria Geral do Estado, autorizou a partir da quarta-feira, dia 8, o corte do ponto da categoria. "Está se orientado aos delegados e delegacias para encaminhar semanalmente o livro de frequência dos policiais que permanecem em greve, a partir de hoje (ontem), para que se providencie o desconto em folha de pagamento", assegurou o procurador-geral.

Não há acordo entre rodoviários e empresários

Os motoristas e cobradores de ônibus não chegaram a um acordo com o sindicato patronal.  A  audiência realizada na tarde de ontem, na sede do TRT, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Rio Grande do Norte (Sintro) Nastagnan Batista, não há como  aceitar o reajuste 7% no salário, dos motoristas e cobradores, e 10% no valor do vale-refeição de forma diferenciada proposto pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Urbanos do Município de Natal (Seturn).

Os trabalhadores, que cruzaram os braços nos dias 23, 24 e 25 de maio, reivindicam 7,5% no salário, com implantação imediata, e 20% no vale-refeição com vigência prevista para dezembro deste ano. Apesar de não chegarem a um consenso, a categoria não acenou com a possibilidade de nova greve.

No final da tarde, os rodoviários fecharam, o trânsito nas imediações do Viaduto do Balde, no Centro, para informar aos trabalhadores o desfecho da da audiência mediada pelo vice-presidente do TRT, desembargador José Rego Júnior. Deixando o fluxo lento por cerca de 15 minutos, que logo foi normalizado. "Vamos aguardar para saber o que será decidido em juízo, já que o Seturn alega que não pode nos dá o reajuste".

O secretário de comunicação do Seturn, Augusto Maranhão alegou ser a posposta a última palavra do Seturn. "É impossível conceder o reajuste pedido, sem mexer na tarifa, por que representa custo. Não entendemos a necessidade de paralisação se em maio o Seturn frepassou os 6,3% de inflação do período, nos salários",afirma.

 Com a proposta, explica Augusto Maranhão, os motoristas de ônibus da capital passariam a receber R$ 1.429,96, sendo R$ 1.275.52 de salário, e R$ 154,44 de vale-refeição e o cobrador receberia R$ 703,54 e R$103,40 de vale refeição.

No próximo dia 20, o Tribunal Regional do Trabalho deverá agendar o julgamento do dissídio.

Fonte: Tribuna do Norte

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