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Setor Privado

Progel diz que não dispõe de recursos para fazer nova proposta

Direção da empresa explica que causa seria o enxugamento do contrato com a Petrobrás

15 de agosto de 2017 às 14:05

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Foto: Deivson Mendes

A direção da PROGEL alega que não dispõe de recursos para apresentar uma nova proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2018. A causa, segundo a empresa, seria o enxugamento do contrato de prestação de serviços mantido com a Petrobras. O assunto foi discutido em reunião na subsede do SINDIPETRO-RN, em Mossoró, nesta segunda-feira, 14.

De acordo com o diretor da PROGEL, Paulo Coelho, a empresa só tem condições de oferecer um reajuste salarial que reponha a inflação acumulada, calculada em 3,26%, com base no ICV do DIEESE, e mais R$100 a título de cesta natalina, a ser paga em dezembro.

A terceirizada alega que o valor do contrato é muito “enxuto” o que dificulta uma possível ampliação da proposta. “Infelizmente a empresa já não tem de onde tirar para cobrir a proposta inicial”, justifica Paulo Coelho.

Mesmo com a situação difícil, o diretor para Assuntos do Setor Privado e Terceirizado do SINDIPETRO-RN, Manoel Assunção, lembra que é preciso solucionar alguns problemas, como os relacionados ao transporte e à alimentação.

Assunção lembra que “tem trabalhador que viaja de Mossoró para o Alto do Rodrigues em veículo próprio e ainda arca com o custo do combustível”. Além disso, “muitas vezes, esses mesmos trabalhadores estão tendo que bancar a alimentação na hora do almoço, porque se torna inviável economicamente fazer a refeição em casa”.

Para entender melhor a saúde financeira da PROGEL, a Diretoria do SINDIPETRO-RN solicitou um balanço das receitas da empresa e a apresentação de uma contraproposta para o ACT 2017/2018. Uma nova reunião está marcada para 24 de agosto, e, a partir de então, será organizada uma nova rodada de assembleias deliberativas da categoria.

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