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Programação da Plenafup tem início com ato de repúdio à Direção da Petros

02 de agosto de 2018 às 18:32

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Foto: Arquivo

Petroleiros e petroleiras da ativa, aposentados, aposentadas e pensionistas participaram, no início da manhã desta quinta-feira, 2, de um ato público em repúdio à Direção da Petros. A manifestação aconteceu em frente ao prédio-sede da Fundação, no centro do Rio de Janeiro, e marcou o início da programação da VII Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros –Plenafup, que prossegue até o próximo domingo, 5.

De acordo com o representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petros, Paulo Cesar Martin (PC), a manifestação teve dois grandes objetivos. O primeiro, para protestar contra a Direção da Fundação que não buscou alternativas viáveis para o equacionamento do PP-1 e vem tentando impor uma fórmula que traz graves problemas para os participantes e assistidos, onerando-os demasiadamente. 

Segundo PC, os membros da FUP com assento no Grupo de Trabalho que estuda alternativas ao equacionamento do PP-1, ao lado dos representantes da FNP e dos Marítimos, têm conseguindo avançar na construção de uma proposta alternativa. Entretanto, a Petros tem dificultado esse esforço, sonegando informações, em claro boicote ao trabalho do GT.

Nesta sexta-feira, 3, os delegados à Plenafup deverão conhecer as linhas gerais dessa proposta alternativa e, na próxima terça-feira, 7, a parte em que já há consenso entre os representantes de entidades com assento no GT deverá ser apresentada em plenária, no auditório da Associação Brasileira de Imprensa – ABI, no Rio de Janeiro.

Substituição

Além do repúdio a Petros pelo boicote ao GT, outra grande motivação para a realização do ato de repúdio é a forma como a Direção da Fundação tem atuado junto aos empregados. Segundo Paulo Cesar, a atual Diretoria da Petros tem substituído mão de obra por gente de fora, perdendo pessoal qualificado e memória técnica. “Pessoas com mais de 20, 25 anos de trabalho na Petros estão sendo substituídas por pessoas trazidas do mercado financeiro”, denuncia PC.

Para a FUP e os sindicatos filiados, o fato aponta para a necessidade de mobilização crescente da categoria porque o projeto que está sendo implementado é muito maior do que simplesmente um ataque ao Plano Petros. Envolve passar toda a área de Previdência e Saúde da Petrobrás e das demais empresas estatais para o mercado financeiro, capitaneado pelo Itaú e pelo Bradesco. Em outras palavras, resume Paulo Cesar: é mais uma conta do golpe!

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