Pular para o menu
1285621402
APÓS GREVE

RAL se compromete manter em dia salários e benefícios

O sindicato advertiu a empresa de nova greve, sem aviso prévio, se novas irregularidade ocorrerem

27 de setembro de 2010 às 18:03

destaque

Foto: Graziella Sousa

Em reunião com a diretoria do SINDIPETRO/RN, nesta quarta-feira, 22 de setembro, na sede do sindicato, em Mossoró, a RAL Engenharia prestou esclarecimentos sobre o atraso no pagamento dos salários e benefícios referentes ao mês de agosto. O fato motivou a greve realizada pelos funcionários da empresa, na segunda-feira, 20 de setembro.

Os Gerentes comercial e administrativo da empresa, Jorge Luiz Sander e Marcos Bueno, respectivamente, justificaram o episódio, atribuindo o atraso dos pagamentos a uma falha administrativa, em que os dados enviados sobre os depósitos não chegaram ao sistema bancário. Segundo ele, percebido o problema de comunicação, foram feitos depósitos individuais, em cheque, o que terminou por atrasar ainda mais os pagamentos.

Além disso, os Gerentes garantiram não ter intenção de tomar medidas de retaliação contra os que participaram da paralisação, visto que a greve é um direito garantido pela Constituição e os trabalhadores estavam legalmente motivados por conta do episódio provocado pela falha da terceirizada. Eles também foram comunicados sobre a possibilidade de nova greve, sem aviso prévio, se novas irregularidades ocorrerem.

Prevenção – Ainda durante a reunião, o SINDIPETRO/RN questionou a RAL pela inexistência de métodos preventivos, capazes de evitar a ocorrência de situações semelhantes, que trazem prejuízos para os trabalhadores e suas famílias. E a partir desta crítica, o Sindicato solicitou o pagamento de um abono, no valor de duzentos reais, a fim de sanar eventuais prejuízos financeiros, decorrentes do atraso dos salários.

Os gerentes negaram a concessão do abono e prontificou-se, apenas, a analisar individualmente os prejuízos comprovados. O Sindicato adverte, entretanto, que, caso seja notificado de qualquer prejuízo não sanado pela empresa, entrará na Justiça do Trabalho, reivindicando multa por atraso de salário.

Outros assuntos tratados disseram respeito quanto à incidência de possíveis episódios de assédio moral, como intimidar trabalhadores de suas Sondas a não participarem da greve, o gerente deu justificativas preconceituosas. Alegou que, pela natureza brutal e estressante do trabalho nas Sondas, alguns supervisores acabam por aderir ao estilo rude para lidar com os trabalhadores. Acaso aqueles que atuam em profissões, cuja natureza foge ao conforto do escritório, não têm direito a um tratamento digno? É um questionamento sobre o qual a Gerência da Ral deve refletir.

Compartilhar: