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Relatório da OIT mostra avanço do desemprego no mundo e propõe mudanças

21 de janeiro de 2014 às 10:25

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Foto: Arquivo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou nesta segunda-feira (20) o relatório Tendências Mundiais em Emprego 2014, pelo qual averiguou crescimento do desemprego entre os jovens. Segundo o relatório dos 202 milhões de pessoas sem emprego no mundo em 2013, 74,5 milhões estão entre 15 e 24 anos. O relatório afirma que 13,5% é o índice de jovens sem emprego, mais que o dobro dos 6% registrados no geral.

De acordo com o relatório, no Brasil 18,4% das pessoas até 29 anos não trabalham nem estudam. Desse número, 12,1% são do sexo masculino, 21,1% do sexo feminino, sendo que 28,2% das mulheres são negras.

De acordo com o estudo ainda, o percentual de pessoas até 29 anos que não estão empregadas nem estudando aumentou em 30 dos 40 países pesquisados. Na Turquia e na Macedônia, as taxas permanecem altas, com 34,6% e 32,1%, respectivamente, de jovens sem trabalhar ou estudar.

“Se a tendência atual se mantiver, o desemprego mundial continuará piorando e pode chegar a 215 milhões de pessoas em 2018. Nesse período, serão criados cerca de 40 milhões de novos empregos por ano, que representa um número menor do que os 42,6 milhões de pessoas que entram no mercado de trabalho anualmente”, afirmam os organizadores do estudo.

Segundo a OIT, o ritmo de melhoria na qualidade do emprego está diminuindo, o que significa que um número menor de pessoas está saindo da pobreza no mundo. Em 2013, o número de trabalhadores em situação de extrema pobreza diminuiu apenas 2,7% em âmbito mundial, uma das taxas mais baixas da última década. São 375 milhões de trabalhadores vivendo com menos de US$ 1,25 dólar por dia.

Para a OIT, “uma mudança urgente rumo a políticas mais favoráveis para o emprego e a um aumento da renda derivada do trabalho impulsionariam o crescimento econômico e a criação de emprego. Além disso, , é fundamental fortalecer a proteção social e a transição para o emprego formal”.

Portal CTB com informações da OIT

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