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Riacho da Forquilha e Lorena mobilizados contra a venda de campos petrolíferos

04 de agosto de 2016 às 16:33

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Foto: Arquivo

O quarto dia de greve dos petroleiros norte-rio-grandenses foi marcado pela paralisação massiva de trabalhadores e trabalhadoras lotados nos campos petrolíferos de Riacho da Forquilha e Lorena. Em Riacho da Forquilha, área que a Petrobrás está colocando à venda, a categoria cruzou os braços durante toda a manhã desta quinta-feira, 4. As manifestações repudiam as ameaças de privatização da Petrobrás e a venda de campos petrolíferos, que reduzirá ainda mais a presença da companhia no RN.

Segundo o diretor de Comunicação do SINDIPETRO-RN, Márcio Dias, “se a venda dos campos petrolíferos se concretizar, o número de postos de trabalho – que já vem diminuindo, em função da redução de investimentos – terá uma queda ainda mais acentuada”. Ele explica que, “até 2010, a atividade desenvolvida pela Petrobrás mantinha no Estado cerca de 15 mil trabalhadores terceirizados”. Segundo Márcio, porém, “em janeiro deste ano, esse número já havia sido reduzido para oito mil, e com a perspectiva de paralisação das perfurações e venda dos campos, a quantidade deve se reduzir bem mais”.

Compartilhando a opinião de Márcio Dias, o diretor da Secretaria Geral do SINDIPETRO-RN, Pedro Lúcio, afirma que “até o fim do ano, a situação só tende a piorar”. Para fundamentar seu ponto de vista, o diretor lembra que “não faz muito tempo, as bases da Petrobrás no Norte e Nordeste detinham 20 sondas de perfuração”, e informa que “até setembro, a previsão é de que apenas uma sonda dê continuidade aos trabalhos, sendo manobrada no Estado da Bahia”.

Tensão

Se a retração de investimentos da Petrobrás na região já provoca apreensão entre os trabalhadores, a perspectiva de venda dos campos petrolíferos e de redução da presença da companhia no Estado produz um clima de tensão. É o que demonstra Cristiana Antônia Costa, 38. Mãe de dois filhos, Antônia trabalha como ASG, no campo de Riacho da Forquilha, e diz que a situação é preocupante. “Trabalho para criar meus filhos e dar sustento para minha família. Se a Petrobrás sair da cidade não sei como será nossa vida financeira daqui pra frente, estou preocupada”, explica.

O receio de Antônia não é para menos. Os próprios trabalhadores da Petrobrás estão inquietos com as possíveis transferências que venham ocorrer. “Estudamos, trabalhamos e construímos nossas famílias em Mossoró. Será um impacto muito grande ser transferido para uma área longe da família, principalmente, na atual conjuntura econômica e política que vive o país”, desabafa o técnico de Operações, Franklin Victor.

 

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