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Sede Natal paralisa atividades e promove grande manifestação

Mobilização começou com atrasos no embarque para Alto do Rodrigues, Guamaré e Plataformas

29 de janeiro de 2013 às 17:00

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Foto: Gilson Sá

No Rio Grande do Norte, a jornada nacional de luta por uma PLR justa e democrática teve prosseguimento nesta terça-feira, 29 de janeiro, com a paralisação de atividades na Sede Administrativa da Petrobrás, em Natal.

O movimento – considerado o maior dos últimos anos – teve início às 4 horas da manhã, com o apoio de turmas de trabalhadores do Ativo de Produção do Alto do Rodrigues, das Plataformas Marítimas e do Polo Guamaré. Em assembleias, esses coletivos decidiram atrasar os respectivos embarques e fechar todos os portões de acesso às instalações da Companhia.


A partir das 6h30, com a aproximação do horário de expediente, teve início o trabalho das comissões convencimento. Por ser uma unidade que concentra grande número de detentores de cargos, chegaram a ocorrer algumas discussões acaloradas, mas, a grande maioria dos trabalhadores aderiu espontaneamente à mobilização.


Conscientes da justeza de suas reivindicações, petroleiros e petroleiras estacionaram seus veículos nas proximidades da Empresa e se dirigiram ao local da manifestação. Segundo estimativas de diretores do SINDIPETRO-RN, mais de 90% dos trabalhadores da Sede aderiram ao movimento, incluindo terceirizados. A paralisação se estendeu por todo o expediente e fez com que a Empresa tivesse que transferir o local de realização de vários eventos.

Gestão – Em todo o Estado, as manifestações em defesa do valor máximo para a PLR 2012, com divisão igualitária por todos os trabalhadores, têm sido acompanhadas de críticas ao modelo de gestão adotado pela atual presidente da Petrobrás, Graça Foster. Os principais alvos são o aumento dos casos de assédio moral e a política de redução de custos a qualquer custo, que ameaça subtrair direitos dos trabalhadores e prejudica a economia regional. De acordo com informações obtidas por diretores do Sindicato, somente na região de Mossoró, nos últimos três meses, cerca de mil postos de trabalho foram extintos, em razão da retração de investimentos da Companhia.

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