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Sem nenhum voto a favor, nova contraproposta da Petrobrás vai sendo repudiada por norte-rio-grandenses

24 de novembro de 2016 às 19:04

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Foto: Arquivo

No Rio Grande do Norte, concluído o segundo dia de assembleias destinadas a apreciar a última contraproposta de Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho 2015-17 apresentada pela Petrobrás, o saldo é inequívoco. Reunidos em sessões deliberativas realizadas na Base-34 (Mossoró), no campo de Canto de Amaro, no Ativo de Produção de Alto do Rodrigues e no Polo Industrial de Guamaré, petroleiros e petroleiras decidiram, com apenas uma abstenção, rejeitar a oferta da companhia, considerando-a uma provocação. Isto, porque, além de contraditória, a proposição da Petrobrás está sendo entendida como leviana.

Em comunicado publicado no “Portal Petrobras para o empregado”, no final da manhã da quinta-feira, 17, a companhia divulgou, antes mesmo de se reunir com a FUP/Sindicatos, aquela que considerou ser “um esforço máximo de valorizar o diálogo com as entidades sindicais na mesa de negociação” e uma “proposta definitiva para o Termo Aditivo ao ACT”. Ora! Se a Petrobrás diz estar valorizando o diálogo, como pode apresentar uma proposta que considera ser “definitiva”, publicando-a antes mesmo de qualquer entendimento em mesa de negociação?

Ademais, como afirmar que a oferta apresentada “corresponde à recomposição da inflação”, se a contraproposta concede “6% de reajuste em setembro/16 e mais 2,8% a partir de março/17”, para zerar uma perda salarial acumulada no período de 1º/09/2015 a 31/08/2016, calculada pelo IPCA, em 8,97%? Será que a Direção da Petrobrás acredita mesmo que os petroleiros são tão ingênuos assim, ou simplesmente zomba da categoria?

Eixo de luta

Por indicação da Diretoria do SINDIPETRO-RN, além de apreciar a contraproposta de Aditivo ao ACT, as sessões deliberativas nas bases do Estado também estão se posicionando sobre o que consideram que deva ser o eixo principal da campanha em curso: o fechamento do Acordo Coletivo ou a luta contra o desmonte e a privatização da Petrobrás. E tal qual a rejeição à contraproposta de Aditivo ao ACT, a opinião amplamente majoritária, com apenas uma abstenção registrada até o momento, defende que a prioridade é a defesa da Petrobrás.

Na opinião do coordenador geral do SINDIPETRO-RN, José Araújo, o entendimento demonstrado nos fóruns de discussão do Sindicato revela que a categoria petroleira norte-rio-grandense está cada vez mais convicta. Participante de várias sessões deliberativas, ele afirma que “não são poucos, os que têm sustentado que os ataques à imagem, o desmonte e as privatizações em curso representam uma agressão à soberania energética do País, e que não podem ficar sem resposta, sob pena de serem ceifados centenas de milhares de empregos diretos e indiretos”.

Já, com relação ao movimento sindical petroleiro e ao encaminhamento da luta em curso, José Araújo avalia que as deliberações indicam que as direções de todas as entidades representativas atuantes no âmbito da Petrobrás precisam urgentemente unificar suas ações em torno de um programa comum. “É cada vez maior, o número de petroleiros e petroleiras que cobram um esforço das direções para concretizarem a unidade na luta em defesa da Petrobrás, do Pré-sal e do petróleo brasileiro”, constatou.

Calendário

De acordo com o calendário aprovado em reunião pela Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN, as sessões deliberativas nas bases da Petrobrás no Estado prosseguem até a próxima terça-feira, 29, quando será concluída com a reunião de trabalhadores e trabalhadoras do Ativo Mar. Reunindo membros da Federação e representantes de sindicatos filiados, o Conselho Deliberativo da FUP deverá se reunir na próxima quinta-feira, 1º/12, para decidir os próximos passos da luta.

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