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SAÚDE

Sindicato propõe que AMS disponibilize vacina contra o HPV

Atualmente, a infecção por HPV é a doença sexualmente transmissível (DST) mais frequente em todo o mundo

16 de julho de 2013 às 16:47

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Foto: Graziella Sousa

O SINDIPETRO-RN está trabalhando para que a AMS disponibilize a vacina contra o papiloma vírus humano, também conhecido como HPV. Para isso, vem participando de palestras informativas com o objetivo de investigar a efetividade dos medicamentos existentes. A ideia é que o Sindicato esteja devidamente fundamentado para apresentar a reivindicação à Petrobrás.

Atualmente, a infecção por HPV é a doença sexualmente transmissível (DST) mais frequente em todo o mundo, tendo aproximadamente 600 milhões de pessoas infectadas. Segundo dados do Guia sobre HPV, produzido pelo Instituto do HPV, em algum momento da vida, algo entre 75% e 80% da população adquirem um ou mais tipos de HPV. No Brasil, estima-se que nove a 10 milhões de pessoas sejam portadoras do vírus, e que se registrem 700 mil novos casos a cada ano. Entre a população sexualmente ativa, avalia-se que 80% vão contrair HPV durante a vida, causando doenças significativas.

Os HPV tipos 16 e 18 são responsáveis por aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo do útero, a segunda maior causa de câncer em mulheres – atrás apenas do de mama, sem considerar o câncer de pele não melanoma. O HPV tipo 16 é a causa mais comum de câncer de colo do útero, respondendo por mais da metade dos casos em todas as regiões do mundo, inclusive no Brasil.

Como as mulheres, os homens estão expostos à infecção pelo HPV e também as doenças relacionadas a esse vírus. Nos países que possuem notificação compulsória para verrugas genitais, como o Reino Unido e Itália, observa-se que a frequência de verrugas genitais é ainda maior em homens do que em mulheres, predominando na faixa etária de 20 a 24 anos. No homem, o HPV está associado ao desenvolvimento de câncer de ânus, pênis, língua, boca e garganta. Em números absolutos, o câncer de colo do útero ainda é o câncer mais frequente dentre os causados por HPV.

O diagnóstico da infecção por HPV pode trazer grande impacto social e psicológico para homens e mulheres. A natureza sexualmente transmissível e a possibilidade de desenvolver as doenças relacionadas ao vírus podem causar estresse, baixa autoestima e ansiedade, assim como abalar a vida de um casal. Segundo um estudo realizado com 29 mulheres, de 15 a 70 anos, pacientes do Ambulatório de Colposcopia da Santa Casa de São Paulo, a preocupação e o medo, com 69% e 66% de incidência, respectivamente, são os principais sentimentos quando as pacientes recebem o diagnóstico de HPV. Em seguida, estão: raiva (31%), tristeza (28%), vergonha (24%), culpa (17%), surpresa (14%), impotência (7%) e indiferença (3%).

Uma opção para evitar o HPV sempre será a prevenção. No entanto, se o uso do preservativo diminui a possibilidade de transmissão do HPV na relação sexual, ele não evita totalmente o contágio, que é feito pelo contato de pele com pele. Dessa forma, a melhor opção é a vacina quadrivalente, que abrange quatro tipos do vírus, o 6, 11, 16 e 18.

 

 

(Com informações do Guia do HPV, elaborado pelo Instituto do HPV)

 

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