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Contra as desigualdades regionais

Sindicatos dão prosseguimento à luta pela retomada de investimentos nos Estados do Norte, Nordeste e no norte-capixaba

Ideia é garantir que novos recursos já sejam previstos no Plano de Negócios 2014-2018

29 de novembro de 2013 às 13:10

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Foto: Arquivo

Em reunião realizada na tarde desta quinta-feira, 28, em Natal, entidades do movimento sindical petroleiro aprovaram um documento em que sustentam a posição dos trabalhadores acerca das denúncias de retração de investimentos da Petrobrás nos Estados em que a Companhia desenvolve atividades de exploração de campos terrestres.

O texto será levado pelo representante dos petroleiros, José Maria Rangel, à reunião do Conselho de Administração da Petrobrás que acontece nesta sexta-feira, 29, em São Paulo. A ideia, segundo Zé Maria, é pressionar a Petrobrás no sentido de que a retomada dos investimentos nas áreas de exploração em continente seja uma realidade em seu Plano de Negócios 2014/2018.

   Graziella Sousa 

Com este objetivo, o representante dos trabalhadores no Conselho buscará viabilizar um encontro das entidades representativas do movimento sindical petroleiro com a presidenta da Petrobrás, Graça Foster, ainda este ano.

Ações locais – Ao mesmo tempo em que buscam um a interlocução direta com a direção da Petrobrás, os sindicatos prosseguem com ações locais. Exemplo disso foi o Ato Público, realizado também nesta quinta-feira, 28, pela manhã, em Natal. A mobilização resultou em reunião com o gerente-geral da Construção de Poços Terrestres – CPT, Francisco Queiroz. Durante o encontro, os dirigentes sindicais destacaram o potencial exploratório das áreas terrestres dos Estados envolvidos, justificando o retorno dos investimentos. Também denunciaram as demissões em massa que vêm ocorrendo nos últimos anos, além dos calotes de empresas terceirizadas sobre os trabalhadores.

No que diz respeito à retomada dos investimentos, Francisco Queiroz informou que a Petrobrás mantém três sondas de perfuração no Estado e garantiu que essa estrutura, semelhante a existente em 2002, não deverá ser diminuída. Quanto à exploração nos demais estados, o gerente destacou que a Empresa continua interessada nessas áreas, mas que elas já tiveram seu pico de produção alcançado. No RN, o auge aconteceu em 2010 e, em relação a este período, a demanda diminuiu. Ele lembra que, atualmente, o quadro é de estabilidade e afirma que a baixa nas sondas de perfuração foi aliviada com maior quantidade de sondas de compensação.

Em relação ao tema, o coordenador-geral do SINDIPETRO-RN, José Araújo, frisou que, havendo investimento em perfuração, a demanda certamente voltará a aumentar. José Araújo lembrou que há vários locais com expectativa de petróleo novo, como nas áreas de Canto do Amaro e Alto do Rodrigues. Para o diretor do SINDIPETRO-BA, Deivid Bacelar, os projetos que estão na carteira precisam ser viabilizados, pois, ao contrário do que diz o gerente, os Estados estão sentindo, sim, a baixa nos investimentos. Um sintoma desta situação é a crise entre as terceirizadas instaladas nas áreas de exploração em terra, gerando demissões em massa e calotes. Algo sobre o que a Petrobrás também tem parcela de responsabilidade, segundo Deivid, ao permitir a contratação de empresas com valores, por vezes, mais baixos do que aqueles inicialmente propostos pela Companhia. Os casos devem ser analisados pelo Gerente da CPT. 

PROCOP – Os impactos do Programa de Otimização de Custos Operacionais – Procop – sobre os trabalhadores foi outro tema levantado pelos representantes de entidades sindicais, durante a reunião com a gerência da CPT. Os representantes dos trabalhadores frisaram que, com o objetivo de cortar custos, a Empresa não vem só diminuindo investimentos, mas, também, mexendo nos regimes de trabalho. Em muitos desses casos, aposentáveis são transferidos de regime e perdem adicionais.

Em relação ao tema, o gerente Queiroz afirmou que “havendo demanda os trabalhadores não serão transferidos de regime”. Ele também pediu para que os casos de mudança sejam apresentados para que possam ser avaliados.

O Encontro foi encerrado com a expectativa de mudança no quadro das regiões de exploração terrestre de petróleo para o Plano de Negócios 2014/2018. Participaram da jornada dirigentes da CTB, CUT, FUP, FNP e de sindicatos de petroleiros de Pernambuco/Paraíba, Bahia, Norte-fluminense e Paraná/Santa Catarina, além do representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, José Maria Rangel.

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