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Sondagem

Sindicatos de Petroleiros do NE cobram providências emergenciais

Em pauta, mudanças injustificadas no regime e jornada de trabalho e desrespeito aos direitos dos terceirizados

30 de abril de 2012 às 10:07

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Foto: Arquivo

Na última quinta-feira, 26 de abril, representantes dos Sindicatos de Petroleiros do Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia estiveram reunidos com gerentes da CPT N/NE, na sede da Petrobras, em Natal. O encontro tinha por objetivo tratar de três temas, mas em função dos debates prolongados, ficou restrito a dois: mudanças no regime e jornada de trabalho, e, desrespeito aos direitos de trabalhadores de empresas terceirizadas. No caso, ficou prejudicada a discussão sobre a política de investimentos da empresa no setor, que deverá ser tratada em outra oportunidade.

No ponto referente às mudanças no regime e jornada de trabalho, os sindicalistas dos três Estados indagaram sobre denúncias feitas por petroleiros, que caracterizariam quebra no Acordo Coletivo. As questões abordadas foram: transferência de trabalhadores do campo para o escritório, inclusive, de pessoal em vias de se aposentar, gerando perdas salariais consideráveis; substituição de mão de obra própria por terceirizada; alterações no turno do ADM; problemas na infraestrutura do trabalho de campo; e, assédio moral.

Em resposta aos questionamentos apresentados, os dirigentes da empresa negaram ter ferido o Acordo Coletivo de Trabalho ou substituído mão de obra própria por trabalhadores terceirizados. Alegam que as mudanças em curso atendem às necessidades da nova política organizacional da área de sondagem, mas admitem que podem ter acontecido problemas de comunicação com os trabalhadores e os sindicatos, gerando incompreensões. Os dirigentes comprometeram-se em investigar as denúncias apresentadas, e em analisar caso a caso eventuais problemas decorrentes das medidas tomadas.

Terceirizados

Na segunda parte da reunião, foram discutidos problemas que têm afetado trabalhadores dos setor privado. Em pauta, os prejuízos gerados nacionalmente pelo contrato da San Antonio; a falta de recolhimento de encargos sociais e o desrespeito aos direitos trabalhistas pela ETX;e, ainda, o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho pela empresa Tucker.

O representantes da Petrobrás firmaram o compromisso de aumentar a fiscalização sobre os contratos firmados com as empresas terceirizadas e, em especial, com relação a problemas de atrasos salariais e pagamento de planos de saúde.

Os sindicalistas esperam que os compromissos assumidos pela empresa sejam atendidos o mais brevemente possível e que a comunicação com os trabalhadores e as entidades seja aperfeiçoada. Além disso, deixaram claro que as melhorias nas condições estruturais do trabalho de campo devem ser urgentes. Caso os pontos debatidos na CPT não tiverem o andamento desejado, os representantes sindicais afirmaram dar andamento no processo de mobilizações e protestos junto aos petroleiros.

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