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Em defesa da Petrobrás

Sindicatos do Nordeste lançam Frente Ampla

20 de outubro de 2017 às 12:16

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Foto: Arquivo

Preocupados com a retração das atividades de exploração e produção de petróleo nos estados nordestinos, os cinco sindicatos de petroleiros existentes na região (Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco/Paraíba, Alagoas/Sergipe e Bahia) decidiram somar esforços para articular a criação de uma Frente Ampla em Defesa da Petrobrás. O movimento foi lançado durante reunião realizada na última quarta-feira, 18, em Recife (PE), e conta com o apoio da Federação Única dos Petroleiros – FUP e da Federação Nacional dos Petroleiros – FNP.

Além das entidades sindicais, a Frente Ampla pretende congregar representações dos diferentes segmentos dos movimentos sociais e agentes políticos dos poderes Legislativo e Executivo, atuantes nas esferas municipal, estadual e federal. A ideia é concertar uma grande aliança que tenha como objetivo reforçar a luta contra a privatização da Petrobrás e pela retomada dos investimentos da estatal em atividades de exploração e produção na região.

Protagonista de uma campanha em que defende a importância da Petrobrás para o desenvolvimento do Estado, o SINDIPETRO-RN vem tendo papel decisivo na articulação da Frente Ampla. Graças ao apoio da categoria, viabilizado por uma contribuição extraordinária, a entidade tem promovido ações em que procura abrir a discussão com a sociedade, reafirmando que a Petrobrás é patrimônio do povo brasileiro, e que deve atuar como um instrumento de fomento ao desenvolvimento e de combate às desigualdades regionais.

Retrocesso

Desde que foi designado pelo golpista Michel Temer para assumir a presidência da Petrobrás, Pedro Parente tem imposto à empresa uma orientação retrógrada, claramente antinacional. De companhia integrada, que atuava “do poço ao posto” e que avançava na direção de empresa produtora de energia – para além do petróleo, a Petrobrás vai sendo desarticulada e transformada em mera produtora e exportadora de óleo cru, com atuação concentrada em parte do Pré-sal, agora fatiado com petrolíferas estrangeiras.

Como resultado dessa política lesa-pátria, que vende empresas do Sistema e que se soma ao fim das exigências de conteúdo nacional na produção, o processo de desindustrialização se amplia e o país vai se tornando uma Nigéria ou Angola, exportando óleo cru e comprando derivados refinados no exterior, com nosso parque de refino trabalhando com folga, sob ameaça de privatização.

Além disso, com a produção de petróleo em terra (onshore) praticamente abandonada, as economias dos estados nordestinos que são tradicionais produtores passaram a sofrer forte impacto, com fechamento de milhares de postos de trabalho e diminuição da arrecadação de royalties e impostos. 

 

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