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SINDIPETRO-RN conclama petroleiros à greve!

Movimento começa às 15h00 deste domingo, 1º/11, em todas as bases operacionais e administrativas da Petrobrás

30 de outubro de 2015 às 12:40

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Foto: Arquivo

A Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN conclama os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás, lotados nas áreas operacionais e administrativas, a intensificarem os preparativos para a deflagração da greve nacional por tempo indeterminado. O movimento terá início às 15h00 deste domingo, 1º/11, e se insere nos marcos da Campanha Reivindicatória-2015, que busca negociar a “Pauta pelo Brasil”, protocolada junto à empresa no dia 7 de julho.

Aprovada por unanimidade na 5ª Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros – Plenafup, a “Pauta pelo Brasil” é composta de reivindicações de caráter geral, relacionadas à preservação da Petrobrás enquanto sistema integrado de produção e distribuição de energia, e também por demandas específicas, referentes ao estabelecimento de um novo Acordo Coletivo de Trabalho, com vigência prevista para o período 2015/2017.

Para a categoria petroleira, que rechaça qualquer tipo de retrocesso nos direitos econômicos e sociais adquiridos nos últimos anos, a discussão do ACT é inseparável do debate sobre o papel da Petrobrás e da “Pauta pelo Brasil”. Isto, porque a implementação do Plano de Negócios e Gestão – PNG 2015/2019 aprovado pelo Conselho de Administração da companhia implica desemprego, redução salarial, perda de direitos e precarização das condições de trabalho.

Contra o desmonte

Para cumprir à risca o receituário dos acionistas privados, o Conselho de Administração da Petrobrás, eleito em abril, não tem poupado esforços. Aproveitando-se dos danos sofridos pela imagem da empresa, em consequência dos desdobramentos da Operação “Lava Jato”, os atuais administradores procuram vender a tese de que ela estaria à beira da falência para justificar gigantescos cortes de investimentos, diminuição de gastos operacionais e venda de ativos. Os verdadeiros objetivos, no entanto, estão longe de pretender preservar a companhia. Pelo menos, nos moldes em que hoje a conhecemos.

Assumidamente determinada a conceder prioridade à geração de valor para os acionistas privados, a direção da Petrobrás trabalha para desmantelar a companhia, transformando-a em uma mera petroleira, limitada à exploração e produção de óleo cru extraído do pré-sal. Isto, para poder proporcionar lucro máximo, obtido de forma fácil e rápida. Por isso, para os atuais gestores, não interessa manter a Petrobrás como empresa integrada, capaz de atuar como instrumento indutor de desenvolvimento, dinamizando a economia nacional, diminuindo as desigualdades regionais e gerando empregos. Para eles, isso é “coisa de governo”.

Reflexos

Para a sociedade brasileira, os reflexos da orientação gerencial que vem sendo posta em prática na Petrobrás já são desastrosos. A indústria naval, por exemplo, perdeu 15 mil postos diretos de trabalho, somente no primeiro semestre de 2015. E a situação ainda tende a se agravar. Segundo estudos do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, o Brasil deixará de criar 20 milhões de empregos até 2019, se mantidos os desinvestimentos na indústria do petróleo. Só a Petrobrás seria responsável por 70% dessas perdas, em função dos postos de trabalho diretos e indiretos que deixaria de gerar.

Para os trabalhadores do Sistema Petrobrás, as consequências do modelo determinado pelos interesses de mercado também já se fazem sentir. Negando-se a discutir a lógica da gestão, os atuais dirigentes da companhia tentam dividir a categoria para impor um Acordo Coletivo de Trabalho rebaixado. Entre outros retrocessos, buscam reduzir salários; diminuir efetivos; alterar e desimplantar de forma unilateral regimes e locais de trabalho; subtrair direitos; impor a renúncia das ações da RMNR e do Repouso Remunerado; além de precarizar condições de trabalho, segurança, saúde e meio ambiente, decorrente do corte de gastos operacionais.

Pauta

Convencido de que, neste momento, a luta por melhores condições de trabalho e salários está indissoluvelmente ligada à batalha contra o desmonte da Petrobrás, o movimento sindical petroleiro encaminhou à direção da companhia a “Pauta pelo Brasil”, ainda no mês de julho. Nela, além da palavra de ordem de “nenhum direito a menos!”, relacionada à eventual negociação das cláusulas econômicas e sociais para o estabelecimento de um novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT- 2015/19), os petroleiros reivindicam a revisão do Plano de Negócios e Gestão.

Entre outras bandeiras, atuando em defesa do patrimônio nacional, a categoria exige a suspensão da venda de ativos, inclusive dos campos maduros; a conclusão das obras do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), da Refinaria Abreu e Lima (PE) e da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Mato Grosso do Sul (Fafen-MS); a preservação da política de conteúdo nacional, com a construção de navios e plataformas no Brasil; e a garantia de que as riquezas do pré-sal sejam exploradas pela Petrobrás, em benefício do povo brasileiro.

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