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SINDIPETRO-RN participa de Seminário de Efetivos promovido pela FUP

14 de setembro de 2017 às 15:50

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Foto: Arquivo

Em busca de alinhamento estratégico para enfrentar o problema da redução dos efetivos, especialmente nas refinarias do Sistema Petrobrás, o SINDIPETRO-RN participou de um seminário nacional, com todos os sindicatos filiados à FUP, na última terça, 12, em Curitiba. No Rio Grande do Norte, fruto da orientação adotada pela Companhia, várias áreas padecem com número reduzido de trabalhadores e a RPCC também sofre com a eliminação de postos de trabalho.

O desmonte dos efetivos da Petrobrás faz parte do processo de privatização da companhia e foi ampliado com a saída em massa dos petroleiros e petroleiras que aderiram aos últimos PIDVs, sem que houvesse reposição dos postos de trabalho. A situação se agravou com o estudo de Organização e Métodos de Trabalho (O&M), que está sendo implantado nas refinarias, sem qualquer debate com os sindicatos ou sequer análises de risco.

Unilateral

Presente no seminário de Curitiba, o diretor de Secretaria Geral do SINDIPETRO-RN, Pedro Lúcio, repassou informações sobre a questão. “A Petrobrás, de forma unilateral, sem discutir com os sindicatos, vem reduzindo os efetivos, e algumas entidades estão tentando impedir esta ação utilizando liminares que exigem discussão prévia e apresentação de um cálculo que comprove a necessidade desse corte. São reduções dramáticas, usando como justificativa um estudo irreal, realizado pela Petrobrás, que afirma a existência de trabalhadores ociosos, quando na verdade não há”, explicou Pedro.

Durante o evento, alguns encaminhamentos foram sugeridos pelo diretor do SINDIPETRO-RN, mas as propostas ainda precisam ser afinadas com as dos outros sindicatos, no próximo Conselho Deliberativo da FUP. Só então, após passar pelo crivo dessa instância deliberativa, as proposições deverão se transformar em orientação para os sindicatos, de forma a se ter uma atuação unitária em todos os Estados. “O que fica claro é que, no mínimo, precisamos de uma metodologia melhor para mensurarmos os efetivos”, complementou Pedro Lúcio.