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Sindipetros do Norte e Nordeste debatem estratégias em defesa dos campos terrestres

05 de julho de 2016 às 12:09

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Foto: Deivson Mendes

Reforçar a mobilização da categoria petroleira e estreitar os laços com a sociedade civil fortalecendo o processo de luta em defesa dos campos terrestres e contra o desmanche e a venda de ativos da Petrobrás. Esta foi a orientação geral aprovada pelos sindicatos de petroleiros do ES, BA, PE/PB, RN e CE/PI, em reunião realizada na última sexta-feira, 1º, na sede do SINDIPETRO-CE/PI, em Fortaleza (CE).

Como formas de luta, as representações sindicais intensificarão as ações judiciais e discutirão com a categoria petroleira a organização de uma paralisação nacional de advertência. Paralelamente, buscando reverter o processo de retração de investimentos, as entidades também deverão encaminhar à Petrobrás uma proposta alternativa para o Plano de Negócios 2015-2019. O calendário de assembleias para discussão desses temas nas bases de cada Estado ainda será definido.

Para o coordenador geral do SINDIPETRO-RN, José Araújo, a luta em defesa dos campos terrestres de produção é histórica e tem sido objeto de preocupação do movimento sindical petroleiro, desde o seminário realizado no Espírito Santo, em novembro de 2009. No Rio Grande do Norte, o dirigente lembra que o sindicato vem desenvolvendo diversas atividades de conscientização com o objetivo de sensibilizar setores sociais mais amplos.

Além das audiências públicas nos municípios produtores, das reuniões com gerentes de ativos, dos protestos em parceria com movimentos sociais, Araújo explica que o SINDIPETRO-RN vem implementando dois importantes projetos junto à população: um Ciclo de Debates e um Ciclo de Palestras. “Os debates, explica o coordenador, estão mais direcionados aos públicos das instituições de ensino médio e superior, públicas e privadas, abordando e reforçando a defesa da soberania energética do país”.

Já, o ciclo de palestras, denominado “Na Trilha da Democracia”, é desenvolvido em conjunto com outras entidades, e tem por finalidade abordar as grandes questões nacionais da atualidade, junto a um público mais amplo. Entre os nomes que já participaram do evento, José Araújo cita Márcio Pochmann, Paulo Henrique Amorim, Guilherme Estrela e Tico Santa Cruz, responsáveis por mobilizar grandes públicos.

Pauta pelo Brasil – No esteio da luta em defesa dos campos terrestres e dos demais ativos da Petrobrás, a Assembleia Legislativa do Ceará promoveu audiência pública para tratar da questão.  Durante o evento, realizado na tarde de 1º de julho, o diretor do SINDIPETRO-BA e dirigente executivo da FUP, Leonardo Urpia, fez uma apresentação geral da Pauta pelo Brasil.

O documento resultou dos debates realizados por um Grupo de Trabalho integrado por representantes da direção da Petrobrás e das entidades sindicais, constituído a partir de reivindicação da categoria petroleira. Segundo Urpia, esta foi a primeira vez que os trabalhadores tiveram acesso aos dados da Companhia.

“Nos documentos levantados, pudemos comprovar o protagonismo dos trabalhadores na consolidação da Petrobrás como empresa pública e do povo brasileiro. Campanhas como ‘O Petróleo é Nosso’, a defesa do pré-sal e do modelo de partilha, representam a luta para que os investimentos retornem à população, na forma de educação, saúde, preservação do meio ambiente, desenvolvimento industrial e tecnológico”, explicou o dirigente.

Quanto ao discurso que afirma que a Petrobrás está quebrada, Leonardo Urpia o considera falso. Ele esclarece que o aumento da produção mundial de petróleo atingiu todas as empresas do mundo, provocando a queda vertiginosa dos preços do barril de US$110 para US$28, mas a Petrobrás continua batendo recordes de produção e faturamento em suas bases no Brasil.

“Nossa produção de petróleo operada no pré-sal alcançou, no último dia 8 de maio, um novo recorde, ao superar o patamar de 1 milhão de barris por dia (bpd). Desse total, a Petrobrás é responsável por mais de 70% do volume produzido. Com isso, os campos do pré-sal localizados nas bacias de Santos e de Campos já respondem, hoje, por cerca de 40% da nossa produção de petróleo operada no Brasil”, comentou, o dirigente.

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