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Sinpol afirma que Governo do Estado descumpre pontos acordados

02 de setembro de 2011 às 10:35

Para o vice-presidente do sindicato, há um sucateamento da Polícia Civil e acordo que pôs fim à greve de 57 dias não está sendo posto em prática.

O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Djair Oliveira, considera que o Governo do Estado “continua insistindo em sucatear a polícia”. Em entrevista ao Jornal 96 na manhã de hoje (2), ele ressaltou que para ter uma segurança pública eficiente, não adianta investir apenas em policiamento ostensivo, sendo essencial também melhorar as condições da Polícia Civil, para que haja investigações eficientes.

Para discutir a atual situação em que se encontra a Polícia Civil potiguar, haverá duas audiências públicas. A primeira delas está marcada para ocorrer na próxima segunda-feira (5), às 9h, na Procuradoria de Justiça, e a outra, na Câmara Municipal de Natal durante a semana seguinte.

Oliveira lembrou que a categoria passou 57 dias em greve no primeiro semestre deste ano, reivindicando melhorias salariais e de condições de trabalho. O retorno às atividades ocorreu após um acordo, através do qual o Governo do Estado se comprometeu a instituir o pagamento, a partir de outubro, de um vale-refeição no valor de R$ 10 para os plantonistas, contratar serviço terceirizado de limpeza para as delegacias de Natal, 1ª de Parnamirim, Macaíba e São Gonçalo do Amarante, além de remover todos os presos das 7ª e 14ª DP e dos Plantões da Zona Norte e Zona Sul de Natal, no prazo de 30 dias, transferindo-os para o antigo prédio da Delegacia Especializada em Defesa e Propriedades de Veículo (Deprov).

“Foi uma greve muito difícil, a mais longa que os policiais civis do Rio Grande do Norte já enfrentaram. Esses pontos, apesar de determinados, estão sendo descumpridos e apenas na Plantão Zona Sul estão hoje mais de 50 presos amontoados, de forma ilegal e desumana”, avaliou.


Efetivo
Djair Oliveira afirmou que o estado conta hoje com 1.388 policiais civis, entre delegados, escrivães e agentes. Na avaliação dele, esse total é insuficiente para dar conta da demanda e há delegados responsáveis por vários distritos, chegando até há mais de 20. “E não tem como ele ser onipresente, então quem perde com isso é a população”, completou.

 

Nominuto.com

 

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