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Telefônica vai cortar 1,5 mil empregos, em plano de demissão voluntária

13 de março de 2012 às 09:55

Como parte de seu processo de integração com a Vivo, a Telefônica anunciou, na última sexta-feira (9), plano de demissão voluntária para 1,5 mil pessoas, de um total de 20 mil funcionários. A partir desta quinta-feira (15), os serviços da empresa, como telefonia fixa, banda larga e TV paga, passarão a adotar a marca Vivo.

Cristiane do Nascimento, diretora do Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações (Sintetel), afirmou que a empresa planejava cortar um número ainda maior de funcionários. 'Foi cogitado um corte de 2 mil pessoas', disse ela, que participou das negociações com a Telefônica. A Telefônica não comentou a decisão.

Apesar de a redução ser equivalente a 7,5% do pessoal, Cristina considerou que o plano de demissão voluntária, com o pacote de benefícios oferecidos pela Telefônica, foi um bom resultado para o acordo.

'Muitos aposentados e pré-aposentados têm a intenção de sair', disse a diretora do Sintetel. 'O mercado está aquecido, principalmente nas áreas técnicas. Algumas pessoas podem sair por terem uma oportunidade melhor.'

A Telefônica está oferecendo, a quem aderir à demissão voluntária, meio salário-base por ano trabalhado; indenização mínima de um salário e máxima de 10 salários, independentemente do tempo do contrato de trabalho; seis meses de plano de saúde; serviço de apoio à transição de carreira; doação do celular funcional; e o não desconto dos valores do vale refeição ou alimentação no mês de desligamento.

Os interessados têm até a próxima quarta-feira para aderir ao plano. Ainda não está definido o que será feito se a adesão não alcançar os 1,5 mil postos que são a meta da Telefônica. 'Se não acontecer, vamos ter de negociar e decidir depois', disse Cristiane.

A Telefônica vai analisar individualmente cada inscrição de funcionário ao plano, e pode decidir que não interessa a ela demiti-lo. 'Se todo um setor resolver aderir, a Telefônica pode decidir manter alguns funcionários, para que o setor continue funcionando', afirmou a diretora do Sintetel.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

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