Pular para o menu
1543269851
Luto

Trabalhador morre em acidente em plataforma na Bacia de Campos

Funcionário da empresa RIP Kaeter realizava manutenção em um guindaste, no momento

26 de novembro de 2018 às 19:04

destaque

Foto: Sindipetro-NF

Passadas quase 24 horas da morte de Sandro Ferreira da Silva, 43 anos, que prestava serviços para a Petrobrás na plataforma PNA-2, na Bacia de Campos, o corpo do trabalhador ainda continuava a bordo da unidade no início da tarde desta segunda-feira (26).

Funcionário da empresa RIP Kaeter, o petroleiro realizava manutenção em um guindaste e, de acordo com as informações iniciais, teria sido esmagado pelo equipamento.

É o quarto óbito este ano em acidentes de trabalho nas unidades do Sistema Petrobrás. Todas as vítimas eram trabalhadores terceirizados.

A FUP e seus sindicatos vêm constantemente denunciando a insegurança crônica na empresa, que aumentou após a implantação do sistema de consequências, cujo objetivo é punir os trabalhadores, transferindo para eles a responsabilidade pelos erros da gestão. Os dirigentes sindicais têm questionado os efeitos perversos dessa política, que incentiva a subnotificação de ocorrências, potencializando os riscos de acidentes, principalmente entre os terceirizados.

Nesta segunda, pela manhã, diretores do Sindipetro-NF estenderam faixas no Heliporto do Farol de São Thomé e fizeram falas que denunciaram a precarização das condições de segurança nas áreas operacionais da Petrobrás.

Embora não represente os empregados da RIP Kaeter, o sindicato  atua no caso desde que foi informado da morte e está à disposição dos familiares e colegas de trabalho do petroleiro.

"Os petroleiros, independentemente da empresa em que atuem, são os nossos olhos a bordo e nas bases de terra. E são eles que mais conhecem a realidade. Por isso é muito importante que mantenham o sindicato atualizado sobre as condições de trabalho", afirma o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, deve embarcar ainda hoje na plataforma PNA-2, na Bacia de Campos, para atuar na comissão que investiga o acidente.

De acordo com informações apuradas junto à Petrobrás, a retirada do corpo do local do acidente é uma operação delicada, em razão da altura de dez metros do piso da plataforma e do difícil acesso. O trabalho será feito por uma equipe especializada dos bombeiros.

Além da dor da família, que aguarda pelo corpo em Macaé, o sindicato registra o grande abalo psicológico sofrido pelos colegas trabalhadores a bordo de PNA-2. Para estes, a entidade orienta que solicitem, se julgarem necessário, o desembarque.

No domingo (25), por volta das 14h30, horário do acidente, 192 petroleiros estavam a bordo. A plataforma continua a operar hoje.

O sindicato também mantém o apelo para que os petroleiros enviem para a entidade qualquer informação que possa contribuir na elucidação das causas do acidente ([email protected] ou pelos telefones da diretoria).

Para todos os demais trabalhadores, segue o alerta constante para que utilizem o Direito de Recusa ao trabalho que não garanta a segurança necessária (Item 11.9 do Anexo 2 da Nr 30).

[Com informações do Sindipetro-NF]

Compartilhar: