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Incêndio na RPCC

Trabalhadores asseguram participação na comissão de apuração

Para Sindicato, demora no início dos trabalhos poderá comprometer resultados da investigação

31 de agosto de 2013 às 18:42

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Foto: Graziella Sousa

O técnico de operação e diretor do SINDIPETRO-RN, João Batista, foi eleito pelos trabalhadores e trabalhadoras para integrar a comissão de apuração do incêndio que irrompeu na planta de QAV da Refinaria Clara Camarão, localizada no Polo Industrial de Guamaré. 

Na opinião do SINDIPETRO-RN, a investigação das causas do acidente, que ocorreu no dia 28 de agosto, deveria ter começado o mais rapidamente possível, logo após a contenção do problema. Isto, porque, quando começar, a apuração irá encontrar o local do incêndio já bastante modificado, com peças de equipamentos retiradas para conserto, o que pode comprometer os resultados da pesquisa sobre as causas do sinistro. 
A lentidão para o início da investigação é coerente com a demora na divulgação oficial do acidente e com a omissão sobre vários incidentes ocorridos nos últimos meses. Tudo leva a crer que se o Sindicato não estivesse cobrando satisfações, nada seria feito. 
Ambiência em queda - Atuar na prevenção de acidentes é sempre a melhor política de segurança. Mas, infelizmente, não é isso o que vem ocorrendo no Polo Guamaré. A gerência da unidade simplesmente ignora o fato de a ambiência local estar em queda livre. O estresse gerado sobre um contingente modesto de trabalhadores para dar conta de uma área ampla e de grande risco já pode ser considerado um indicativo de que as coisas não vão bem. Tudo é agravado pelo crescente assédio moral, decorrente de uma gestão autoritária e exploradora.
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