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Setor Privado

Trabalhadores da Empercom protestam em frente à Justiça do Trabalho em Mossoró

Em nota, manifestantes explicam os motivos da greve e pedem o apoio da sociedade

15 de abril de 2014 às 12:46

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Foto: Arquivo

Explicar as razões do movimento grevista e pedir a solidariedade e o apoio da sociedade, particularmente, da Justiça do Trabalho. Este foi o objetivo do ato público realizado nesta terça-feira, 15, pelos trabalhadores e trabalhadoras da Empercom, em frente ao Fórum Trabalhista de Mossoró. Em greve desde 8 de abril, os manifestantes reivindicam pagamento de salários e férias em atraso, regularização do plano de saúde e de outras obrigações e encargos trabalhistas.

Em nota distribuída durante a mobilização, os trabalhadores reafirmam a justeza do movimento, lembrando que “a greve é um ato legítimo e que, muitas vezes, é o único recurso de que a classe trabalhadora dispõe para defender seus direitos”. Demonstrando maturidade política, concordam que “a greve só deve ser acionada quando todas as possibilidades de negociação estiverem esgotadas”, mas informam que foi por essa razão que o movimento foi deflagrado.

Segundo o diretor do SINDIPETRO-RN, Pedro Idalino, o desrespeito a direitos trabalhistas tem sido uma prática constante da Empercom. Nos meses de janeiro e fevereiro, os trabalhadores já haviam cruzado os braços pelos mesmos motivos de agora. O próprio Ministério Público do Trabalho (MPT) reconhece que a Empercom é reincidente em diversos problemas. A conduta desrespeitosa da Empresa, no entanto, não se limita à relação com os trabalhadores.

O descumprimento do último Termo de Acordo, firmado em janeiro, entre MPT, Empercom e Sindicato, demonstra que os representantes daquela empresa menosprezam a Justiça e nem sequer têm condições de honrar a própria palavra. Fruto da situação, as famílias dos trabalhadores estão sendo duramente penalizadas, passando por todo tipo de provações, mas o movimento permanece firme e coeso.

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