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Setor Privado

Trabalhadores da Souza Neto Engenharia encerram greve após Acordo Emergencial

Em protocolo firmado pelas partes, pagamento de todas as pendências deverá ser efetuado até o dia 16

11 de dezembro de 2014 às 12:58

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Foto: Deivson Mendes

Na manhã desta quinta-feira, 11, os trabalhadores da Souza Neto Engenharia decidiram retornar ao trabalho após a aprovação de um Acordo Coletivo Emergencial. O protocolo, que determina o dia 16 de dezembro como prazo para pagamento de todas as pendências da Empresa com os trabalhadores, foi negociado pelo representante da Empresa, Amilton Araújo de Souza, e o diretor do SINDIPETRO–RN, Pedro Idalino, em reunião realizada ontem, 10, na subsede da entidade, em Mossoró.

Segundo Pedro Idalino, os trabalhadores reivindicam “o pagamento dos salários atrasados do mês de novembro, férias, vale-alimentação e a segunda parcela do 13ª salário, além do desbloqueio dos planos de saúde e odontológico, que se encontram inativos, causando prejuízos nas consultas e exames dos trabalhadores que procuram o serviço”.

No Acordo Emergencial, também consta o pleito para que o SINDIPETRO-RN seja o representante legal dos trabalhadores e trabalhadoras da Souza Neto Engenharia no RN. Para evidenciar esse desejo, as fichas de sindicalização foram preenchidas durante a assembleia e já repassadas para Empresa. “Sabemos do histórico de lutas do SINDIPETRO- RN, e por esse motivo acredito que seremos bem representados”, afirmou um trabalhador.

Além das reivindicações constantes do Acordo, o Sindicato também exigirá a comprovação dos depósitos referentes ao FGTS e INSS de todos os trabalhadores. Para Pedro Idalino, “essa ação se faz necessária após denúncias de negligência no repasse dos impostos”. O Acordo também determina a garantia de não retaliação ao movimento por parte da Empresa, incluindo-se os dias parados.

De acordo com Amilton Araújo, será feito o possível para atender as pendências com os trabalhadores. “Esperamos que até a próxima terça-feira possamos atender 90% dos nossos débitos”, disse o preposto. Caso o Acordo não seja cumprido, novas paralisações poderão ocorrer a partir de 17 de novembro, por tempo indeterminado. 

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