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Retaliação

Trabalhadores das plataformas marítimas do RN solidarizam-se com Supervisor destituído

Na lógica gerencial, competência não é critério para ocupação de cargos. Subserviência, sim!

08 de novembro de 2013 às 11:56

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Foto: Arquivo

CARTA ABERTA EM DESAGRAVO!

Devido à destituição de Alécio Rubim do cargo de Supervisor de Produção

Nós, trabalhadores e trabalhadoras das plataformas marítimas da Petrobrás no Estado do Rio Grande do Norte, manifestamos, publicamente, nossa profunda indignação e repúdio à injusta destituição do Técnico de Operações Pleno, Alécio Rubim, do cargo de Supervisor de Produção.

Tomada logo após o encerramento da greve nacional, em 24 de outubro, a atitude dos gestores revela-se, claramente, como represália à participação do trabalhador no movimento paredista e à sua recusa em aceitar integrar de uma “Equipe de Contingência”, naquele mesmo período.

Ora! Desde quando se dispôs a assumir o posto de Supervisor, Alécio Rubim já havia esclarecido que, em momentos de conflito capital x trabalho, ou diante de decisões que pudessem contribuir para rebaixar condições de trabalho, não hesitaria em colocar o cargo à disposição.

E mais: agindo de forma clara e coerente, para que não restassem dúvidas sobre seu caráter e conduta, o trabalhador também solicitou, por escrito e publicamente, o licenciamento do cargo que então ocupava na direção do SINDIPETRO-RN, enquanto permanecesse na função de Supervisão.

Assim, quando irrompeu a greve, em 17 de outubro, Alécio Rubim não titubeou. Tal como afirmara, incorporou-se ao movimento, juntamente com seus companheiros de trabalho, recusando-se a fazer parte de qualquer esforço que pudesse enfraquecer uma luta justa que era de todos.

Para muitos gestores, no entanto, o fator determinante para a ocupação de postos na hierarquia da Petrobrás não é a competência, é a subserviência. Isto ficou claro quando, encerrada a greve, Alécio foi comunicado de sua destituição. E, ainda, agora, à medida que se intenta justificar o ato com o pretexto de que os cargos são “de confiança”.

De acordo com tal concepção, o critério principal para o preenchimento de cargos não é a capacidade técnica para o desempenho da função ou, muito menos, o respeito e a liderança que um trabalhador possa ter dentre seus pares. Para esses gestores que se apartearam completamente da força de trabalho, o que importa é a prática do servilismo.

Dessa forma, nesta Carta de Desagravo, nós, trabalhadores e trabalhadoras das plataformas marítimas do RN não estamos apenas denunciando a atitude de retaliação da Petrobrás. Antes de tudo, estamos aqui para manifestar nossa solidariedade a um companheiro que foi “punido” por aliar competência, coerência e honestidade; e, principalmente, por ter um sentimento verdadeiro de pertencimento de classe, o que muito nos orgulha!

Guamaré, 7 de novembro de 2013

Assinam esta Carta todos os trabalhadores (as) das plataformas marítimas do Rio Grande do Norte que participaram do movimento reivindicatório

 

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