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GREVE

Trabalhadores das Universidades Federais denunciam PL para privatização dos hospitais

A categoria pede reajustes salariais e busca demonstrar que está lutando em defesa do patrimônio das universidades

12 de agosto de 2011 às 14:37

Os Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Universidades Federais Brasileiras, em greve desde o dia 6 de junho, concluem nesta quinta-feira (11), em Brasília/DF, o acampamento que vêm realizando desde a última segunda-feira (09), na Esplanada dos Ministérios, segundo quadrante, nas proximidades da Biblioteca Nacional.

Esta atividade visou sensibilizar o Governo a abrir negociações efetivas com a categoria, que pede reajustes salariais para 2012. Além das reivindicações salariais, os trabalhadores buscam demonstrar que estão lutando em defesa do patrimônio físico e humano das universidades e pela melhoria das condições de trabalho e dos serviços prestados à população.

O movimento defende ainda, a retirada de pauta do Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL) 1749/2011, em tramitação na Câmara dos Deputados, que coloca em risco um importante patrimônio da população brasileira, os hospitais universitários de ensino (HU´s). O PL propõe a criação de uma empresa de sociedade anônima, denominada Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A. – EBSERH –, para gerir os recursos humanos dos hospitais universitários, retirando das Universidades sua autonomia e precarizando os serviços prestados, tanto na assistência à saúde da população quanto no ensino, pesquisa e extensão, uma vez que são atividades fins dessas unidades hospitalares.

Dentre as atividades já efetivadas pela organização da Greve está a instalação de um “cemitério” nas proximidades do acampamento, com 45 cruzes, cada uma representando um hospital universitário, protestando simbolicamente contra a “morte” dessas instituições, precarizadas pela terceirização. Também foram conquistadas uma reunião com o Ministro da Educação, Fernando Haddad, que se comprometeu a intermediar a retomada das negociações, além de apoios de várias entidades ligadas ao sindicalismo, tais como as centrais sindicais CTB, Conlutas, Intersindical e CUT, sendo que esta última em reunião realizada com a Ministra Mírian Belchior, solicitou, novamente a reabertura das negociações.

Além disto, durante os três dias do acampamento foram realizadas diversas atividades políticas e culturais, em duas tendas de circo armado no local. Bem como, a distribuição à população de carta aberta dos trabalhadores, explicando os motivos da Greve e a importância das reivindicações da Categoria para a sociedade. Dentre essas reivindicações encontra-se a defesa da destinação de no mínimo 10% do PIB Nacional para a Educação e a derrubada do PL 549/2009, que congela os investimentos da União por 10 anos (expansão do serviço público, investimento em infra-estrutura, programas sociais etc.).

 

Fonte: Portal CTB

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