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Trabalhadores denunciam outro vazamento no Polo Industrial de Guamaré

09 de setembro de 2013 às 15:09

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Foto: Graziella Sousa

A detecção de mais um vazamento em instalações do Polo Guamaré, dessa vez no FT – 25002 (Filtro de Gás da Unidade de Tratamento de Gás de alta), no último sábado, 7, vem comprovar que as reivindicações do SINDIPETRO-RN, por mais segurança, são, de fato, pertinentes. A notícia de um novo ‘incidente’ vem em seguida ao incêndio ocorrido na Planta de QAV, no último dia 28 de agosto, na RPCC, também em Guamaré.

Nessa oportunidade, a conduta adotada pela Petrobrás foi duramente criticada pelo Sindicato. Logo após o controle do fogo, contrariando os próprios padrões, a Empresa modificou toda a cena do acidente, prejudicando a investigação das causas. Já, a comissão responsável pela apuração do sinistro só foi instalada uma semana depois do acidente.

Falhas – Apesar do curto período de tempo decorrido entre as duas ocorrências já ser considerado um indicador da existência de falhas na implementação de uma política efetiva de prevenção de acidentes, elas são apenas as últimas de muitas que vêm sendo registradas no Polo Guamaré. Em abril deste ano, trabalhadores daquela unidade denunciaram vazamentos de condensado na UPGN I; de óleo térmico, na UPGN II; de sulfatrite, na UTG de alta; e, por mais de mais de 20 dias, no P-310002 da UPGN III.

Nenhum desses incidentes, entretanto, serviu de lição para que a Empresa passasse a agir de forma diferente, promovendo apurações rigorosas, a fim de fortalecer a manutenção preventiva. Conforme previsões do Sindicato, infelizmente, os episódios estão se repetindo, o que poderia ser evitado, caso outra postura fosse adotada.

Com tal atitude, a Petrobrás vai deixando evidente o menosprezo pelas questões que envolvem a segurança no trabalho, contrastando com a prioridade que concede à adoção de procedimentos que impliquem em redução de custos. Esta, inclusive, como em outros momentos da história da Companhia, parece ser uma das principais causas da multiplicação dos riscos.

O SINDIPETRO-RN exige a tomada de providências imediatas, com apuração imediata e cuidadosa das causas deste último vazamento, ao tempo que a comissão instaurada para investigar o incêndio tenta fazer faz o seu papel, ou o que resta dele, pois pouco sobrou para ser investigado, uma vez que a cena da ocorrência foi completamente comprometida. 

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