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Guamaré

Transparência e ética estão em baixa

Na área, o que impera é o “faça o que eu digo, não o que eu faço!”. Práticas de seleto grupo levantam questionamentos

28 de maio de 2012 às 14:38

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Foto: Christian Vasconcelos

No Polo Guamaré, o Código de Ética do Sistema Petrobrás parece que anda meio esquecido. Pelo menos, por alguns ocupantes de cargos. Recentemente, noticiamos o caso do petroleiro que foi transferido à revelia de área operacional para o Sobreaviso, com ameaça de corte de adicionais. Coincidentemente, a decisão foi comunicada no mesmo dia em que o trabalhador participou de uma audiência judicial na qual reclamara da Petrobrás um direito que lhe fora usurpado. Agora, novas denúncias chegam ao Sindicato, demonstrando que o código de ética imperante na área é outro: o famoso “faça o que eu digo; não o que eu faço!”.

Regime – Trabalhadores ouvidos pelo “Na Luta”, afirmam que em Guamaré há casos de empregados do Turno que desempenham suas funções no horário administrativo sem nunca terem sido ameaçados de perda de adicionais. Inclusive, supervisor que, embora embarque regularmente, na prática trabalha há anos na sede Natal, recebendo todos os adicionais de turno como se estivesse embarcado, com reflexos em horas-extras e outros proventos. Não por acaso, o STIF desse supervisor tem 90 dias de saldo. “Como é que pode? Quem autoriza? Por que só ele?” – indagam trabalhadores indignados.

Embarque – Outra contradição presente no local é a discriminação com trabalhadores submetidos ao regime de Sobreaviso, que normalmente embarcam no dia anterior ao do início da jornada. Para estes, o dia de embarque é lançado na frequência como “FOLGA”, enquanto que, para os supervisores, que embarcam da mesma forma, é computado como “DIA TRABALHADO”. Um exemplo é o dos trabalhadores da Balança. O dia que embarcam é computado como FOLGA, mas ao chegarem a Guamaré, assumem seus postos de trabalho, até às 22 horas, quando o desembarque da Balança é às 17 horas.

Código define conduta

Para refrescar a memória de alguns, e do próprio RH, que deveria fiscalizar a situação, confrontando os direitos dos trabalhadores com os de ocupantes de cargos, publicamos dois itens extraídos do capítulo 3 do Código de Ética, que define a conduta dos empregados nas relações com o Sistema Petrobrás...

3.8) Não obter vantagens indevidas decorrentes de função ou cargo que ocupam nas empresas do Sistema Petrobras;
3.9) Não praticar nem se submeter a atos de preconceito, discriminação, ameaça, chantagem, falso testemunho, assédio moral, assédio sexual ou qualquer outro ato contrário aos princípios e compromissos deste Código de Ética, e denunciar imediatamente os transgressores.

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